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PENSAMENTO CRÍTICO: AFIRMAÇÕES DE CHÁVEZ

04/08/2010

Em suas afirmações do dia 1.º de agosto passado, o Presidente da República, Hugo Chávez, se referiu ao tema do conflito colombiano que pode gerar uma situação bélica na região, em particular contra a Venezuela.

O presidente Chávez lembrou ao mundo que na Venezuela não existem sindicalistas assassinados, pessoas expulsas dos lugares onde moram e nem grupos insurgentes em nenhuma parte do país; não há grupos paramilitares, nem importantes extensões de terra a serviço da produção de drogas, nem bases militares dos EUA e nem valas comuns repletas de cadáveres. Também ressaltou que ninguém pode ignorar que estes, sim, são elementos definidores da realidade colombiana.

Ao longo de toda a semana, temos estado combatendo ativamente pela paz. Fixamos um objetivo supremo: deter a loucura belicista que está presente na Casa de Nariño, impedir que o Governo lacaio de Uribe, já de saída, perpetre seu último e mais nefando crime: levar a um conflito bélico dois povos que se sentem irmãos em Bolívar.

Estamos reivindicando para o povo colombiano o mesmo direito que reivindicamos para nosso povo e para todos os povos da Nossa América: o direito de viver em paz, desejo cantado com tanta força e tanta beleza pelo grande trovador chileno Víctor Jara.

Lamentavelmente, o horrível saldo que o indigno inquilino da Casa de Nariño deixa não é outro a não ser este: a exacerbação da violência que, durante mais de 60 anos, tem definido o doloroso devir histórico da Colômbia. Devir doloroso e trágico que estas palavras do grande pensador colombiano, Renán Veja Cantor, sintetizam: “ Se se fizesse um minuto de silêncio por cada um dos mortos, torturados e desaparecidos nos últimos 60 anos na Colômbia, teríamos que permanecer calados por dois anos seguidos.”

Que estas reflexões sirvam, então, para entendermos a gravidade do que está acontecendo entre a Venezuela e a Colômbia e para registrar de maneira clara nossa resoluta vontade política. O dilema está entre as palavras ou entre as armas, isto é, entre levar à mesa de diálogo dos povos do Sul o exercício voluntário pela paz ou manter na região um ambiente de confrontação com elevado perigo bélico.

Não se trata sequer da velha controvérsia discriminatória do século XIX, que opunha civilização e barbárie. Trata-se, nesta conjuntura, de outro tipo de polaridade: sensatez e prudência políticas versus irracionalidade e violência militaristas. Já sabemos, ante tal situação, de que lado tem estado o governo da Colômbia nos últimos oito anos.

Não basta apenas constatar os altos índices de violência de que padece o nobre povo colombiano, em conseqüência da crise interna pela qual só o governo Uribe é responsável; também temos corroborado, através dos meios de comunicação, o caráter criminoso dos gestos e das inflexões verbais, para não falar das afirmações mentirosas, dos representantes uribistas na arena diplomática internacional. Ambos os aspectos são, sem dúvida, consequência de uma mesma causa: sua aposta na agressão permanente, como estratégia de Estado para resolver os problemas que afetam a sociedade colombiana.

O povo colombiano deve entender que na Venezuela bolivariana não existem, em todo o território nacional, sindicalistas assassinados, nem gente expulsa da área em que vive, nem forças insurgentes; não temos grupos paramilitares, nem importantes extensões de terra a serviço da produção de drogas, nem bases militares estadunidenses e nem fossas comuns cheias de cadáveres. Ninguém pode negar que estes são elementos definidores da realidade colombiana.

O caminho pelo qual a Venezuela transita é outro bem distinto, em meio das dificuldades e daquilo que, ainda, nos resta conquistar. Aqui, estamos avançando, em paz e apegados ao espírito e à letra de nossa Constituição, rumo a uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais inclusiva.

Preocupam-nos os comparsas de Uribe dançando os últimos compassos de uma música que vem do Norte, porém, além da preocupação, o que os soberanos e dignos países deste lado do mundo não podem permitir, sob nenhum pretexto, é esta nova escalada que pretende estender o Plano Colômbia para além do território colombiano. Não nos esqueçamos de que ele, assim, foi concebido pelo Império, contando com o servilismo da Casa de Nariño.

Pacientes, intensos e laboriosos têm sido nossos esforços em levantar, em todo este cenário, as bandeiras da paz. Esse foi o propósito do giro do nosso digníssimo chanceler, Nicolas Maduro, pela América do Sul recentemente, e de minha ida a Quito, para a Reunião de Cúpula dos Chanceleres da UNASUR, marcada, convém lembrar, por solicitação da Venezuela. Participamos dessa Reunião de Cúpula, como temos sempre feito, para fomentar o diálogo, o entendimento e a convivência pacífica.

Não abriremos mão de nosso empenho em conquistar relações decentes e respeitosas, por mais que, do outro lado da fronteira, prevaleçam a má fé e má vontade. Acompanha-nos o nosso grande e admirável povo, que tem estado mobilizado, durante todos estes dias, em apoio à Revolução.

Dizia o Apóstolo José Martí com sua peculiar simplicidade: “O futuro é da paz”. Irremediavelmente, a sorte da Colômbia, de tanto amor que lhe temos, entristece a todos nós, e teríamos de somar a melhor de nossas vontades para que se encontre, definitivamente, uma paz duradora e confiável. Esperamos que o novo Governo da Colômbia entenda que não nos anima outro interesse nem outro desejo.

Hoje quero reiterar o chamado que, já há algum tempo, tenho feito às forças insurgentes da Colômbia, no sentido da busca da paz. Sei que se trata de um caminho complexo e difícil, porém, vale a pena: trata-se de uma iniciativa pela vida e dignidade das colombianas e colombianos.

Vou recordar, uma vez mais, o verbo do Libertador como fonte de inspiração: “ A paz será meu porto, minha glória, minha recompensa, minha esperança, minha felicidade e tudo de precioso neste mundo”.

Começa no mês de agosto: na quarta-feira, dia 25, terá início a campanha eleitoral, rumo às eleições parlamentares de 26 de setembro. Estamos frente a uma batalha política tão transcendental quanto decisiva para a Revolução Bolivariana. Dos esforços que fizermos, desde já, dependerá a vitória de que necessitamos: uma vitória que deve ser esmagadora, porque estão em jogo a sorte de nossa Revolução e a própria vida da pátria.

A partir do rompimento total das relações diplomáticas com o Governo Uribe, essa coisa que chamam “ oposição” voltou a demonstrar sua verdadeira cara, isto é, sua consequente falta de patriotismo. A Venezuela foi agredida, e todos os seus membros se juntam ao agressor através de sua imunda mídia. Com as dignas exceções do governador de Nueva Espata, Morel Rodríguez, e de Leopoldo Puchi, a “oposição” demonstrou o quanto está disposta a trair a pátria. Por isso mesmo, deve-se evitar que esta canalha chegue à Assembléia Nacional. Mais ainda: deve-se varrê-la no dia 26 de setembro de 2010.

Já nossas forças estão-se preparando para a batalha, seguindo as instruções do Comando Bolívar 200: as 35.500 patrulhas do PSUV estarão reunidas neste fim de semana em igual número de assembléias, para procederem à distribuição das eleitoras e eleitores por cada mesa de votação.

Do ponto de vista estratégico, cada patrulheiro deve trabalhar 10 eleitores. Uma estratégia que já funcionou, com pleno êxito, no referendo de 15 de agosto de 2004 que deu vitória à Revolução.

Nossa arrancada terá início, de fato, entre os dias 2 e 14 de agosto, através de uma dinâmica de contato direto: homem a homem, mulher a mulher. Compete a cada patrulheiro desenvolver, ao máximo, sua capacidade de persuasão para gerar consciência: argumentando e buscando o convencimento de cada eleitor e eleitora

Faço um novo chamado à unidade – à mais perfeita unidade – frente a essa batalha decisiva: abandonemos, dentro e fora do PSUV, qualquer diferença adjetiva, e concentremos toda a nossa inteligência e os nossos esforços para triunfar em 26 de setembro, conquistando o ponto de partida para o exercício do povo legislador.

A Geração de Ouro voltou a encher de glória a Venezuela: acabamos de bater nosso próprio recorde histórico nos Jogos Centro-americanos e do Caribe. O triunfo de Régulo Carmona nas argolas, na competição de ginástica, nos deu a jóia dourada 109, em Mayagüez, deixando atrás a de 108, obtida em San Salvador, 2002.

A Venezuela colocou-se firmemente no segundo lugar. Entretanto, independentemente de como termine o quadro final desta edição dos Centro-americanos, a Geração de Ouro, a Geração Bicentenária, demonstrou do que é capaz; são as filhas e os filhos de Bolívar encarnando seu legado de grandeza.

Enquanto isso, entre batalhas e batalhas, completei 56 anos. Quero agradecer por tantas mensagens de tanta gente querida. Entre a bela avalanche que me estremece de humildade, compartilho com vocês estas sublimes linhas de minha Maria Bonita: “Os dias continuarão passando, e com eles os anos. Nós seguiremos lutando, nossos corações palpitando, e nossos olhos olhando. E caminhando, caminhando, sempre, sempre sonhando, e eternamente lutando, vamos continuar ganhando.

Hoje, desejo que todas as estrelas do universo brilhem para ti, e que continues completando e vivendo teus anos, e regando, com teu amor e com tua luz, todo o teu passo.

Eu, como sempre, e desde sempre, aqui, lá, em qualquer lugar e em todo o instante, da tua alma de gigante continuo enamorando-me.”

Ai, meu deus; ai, minha menina; ai, minhas crianças!

Obrigado por tanto amor…

Obrigado por tanta vida…

Digo com o poeta: Confesso que vivi!

Canto com a cantora:

“Obrigado à vida

que me deu tanto

me deu a risada

 e me deu o pranto.”

Sim, minha menina: “Vamos seguir ganhando.”

Ganharemos, pois!

Venceremos, pelos nossos filhos, pelas nossas filhas!! apegados ao espírito e à letra de nossa Constituição

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CON CHÁVEZ Y CONTRA LAS PROVOCACIONES DE URIBE Y EL IMPERIO

01/08/2010

 

COMUNICADO DEL CONGRESO BOLIVARIANO DE LOS PUEBLOS El Congreso Bolivariano de los Pueblos, a través de su Secretaría Internacional de Organización, manifiesta su absoluto respaldo a la medida tomada por el Presidente Hugo Chávez, de ruptura de relaciones con Colombia, ante la insolente actitud del embajador colombiano en la OEA.Atrás de la actitud del presidente Uribe está la mano del imperialismo yanqui. Es evidente que esta nueva agresión al pueblo venezolano, es parte de la campaña impulsada desde el gobierno estadounidense, utilizando a diferentes gobiernos cipayos de la región, para desestabilizar la Revolución Bolivariana.

Ante la justa medida tomada por el gobierno venezolano, el Congreso Bolivariano de los Pueblos señala que la hermandad entre ambos pueblos, el colombiano y el venezolano, sigue intacta; más aún, se deberá reafirma cada día más, para así enfrentar unidos los intentos del imperialismo yanqui y sus aliados, de enemistar a pueblos que su historia, su cultura, sus anhelos y sus esperanza han unido ha perpetuidad.

Fernando Bossi

Secretario de Organización

Congreso Bolivariano de los Pueblos

fernandobossi@emancipacion.org