LIVRES PARA O CRIME

11/05/2018

Antes tarde que nunca. É a CIA – principal instrumento norte-americano de conspirações contra governos não aceitos pelos EUA, participando às claras de organização de golpes de Estado e assassinato de governantes dos diversos países, principalmente da América Latina – que revela crimes da ditadura civil-militar implantada em 64, com a sua participação. É a maior organização criminosa do mundo – instituída por um império com mais de 700 bases militares espalhadas por todo o Planeta, que, deixando explícitas suas relações íntimas e de colaboração com o ditador Geisel e outros, dos trágicos 21 anos de obscurantismo, de prisão, de tortura e de assassinato de patriotas – traz ao nosso país e ao mundo dados sobre bárbaros crimes apenas conhecidos por uma minoria de brasileiros bem informados, interessados em saber como agem os inimigos internos de seu povo.

Infelizmente, não se levando a sério os apelos de forças democráticas, dos defensores dos direitos humanos, nenhum dos criminosos comandados pelos ditadores militares foi punido, apesar de seus crimes hediondos contra lutadores pela democracia. Não se deu no Brasil, como aconteceu em outros países da América do Sul, em que agentes criminosos das suas ditaduras foram encarcerados. Lamentável fato que passou a ser visto por muitos agentes do Estado brasileiro como manifestação de seu direito de torturar e matar; o que se dá de forma constante em delegacias de polícia e em ações policiais nas periferias das cidades e no campo.

A ditadura, assim, foi apenas parcialmente derrotada, em certa medida, pois os seus herdeiros têm-se sentido tão fortalecidos para poderem praticar seus atentados contra o povo e a democracia – tornando-se parte importante do Golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma – que não só defendem a militarização do Golpe atual, mas também se sentem à vontade para praticar crimes, como o assassinato de Marielle, o atentado à caravana de Lula, contra a própria vida do ex-presidente; os tiros contra o acampamento de pessoas em apoio ao líder petista e outras ações criminosas.

A não punição dos agentes criminosos da ditadura, de certa maneira, contribuiu a tal ponto para naturalizar os crimes de tortura, assassinato de gente do povo e também de combatentes da militância política e de movimentos sociais, que Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, fez escancarada louvação à tortura praticada por um dos mais destacados agentes da ditadura. A defesa de um crime de lesa-humanidade não se daria em pleno Parlamento se o seu autor não se sentisse autorizado para isso pela não punição dos agentes do regime implantado em 64.

Cláudio de Lima

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OS FASCISTAS E A VIOLÊNCIA

07/05/2018

Não existe fascista que não defenda a violência contra o povo, principalmente contra a classe trabalhadora. É coisa do seu DNA político-ideológico. Defende o terrorismo de Estado e ações criminosas de seus seguidores contra o povo. Os fascistas, fortalecidos pelo golpe que derrubou Dilma, através de seu setor clandestino, tiraram a vida da vereadora Marielle e de seu motorista e cometeram atentados, como o realizado contra Lula e o acampamento de apoio ao ex-presidente em Curitiba.

O seu setor parlamentar, por sua parte, indiretamente ou não, faz discursos de apoio a seus crimes. A senadora Ana Amélia e o senador Álvaro Dias são claros exemplos disso, sem falar de Bolsonaro e outros deputados da bancada da defesa da violência contra as lutas populares.

Ao defender, na prática, os crimes de seus aliados clandestinos, a referida senadora, em defesa dos que atentaram contra a caravana de Lula, chegou a usar a expressão, de fascista de rua, “desce o relho”; o referido senador acusou de provocadores as vítimas de um delegado que chegou a destruir aparelhos de som dos acampados em defesa de Lula contra sua prisão.

O fascista entende que só há uma maneira de defesa do capitalismo : a violência sem limites contra o povo, contra a classe trabalhadora. Para isso defende o policialismo radical de Estado e que todos os seu adeptos se especializem em agir contra a democracia, usando o vale-tudo para atingir seus objetivos.

A tendência da burguesia, como um todo, é adotar este caminho. O que explica por que todas as direitas, declaradamente fascistas ou não, se uniram num todo para efetuar o golpe de 2016. O que explica por que, até agora, nenhum dos assassinos de Marielle e dos que atentaram contra a vida de Lula e o acampamento democrático de Curitiba foi preso.

É que o Estado está cheio de indivíduos golpistas, de posições fascistas não declaradas, indispostos a agirem contra seus seguidores ideológicos em ações criminosas.

Só com muita luta se poderá quebrar esta rede de proteção ao fascismo incrustada no aparelho de Estado.

Roberto Silva

FASCISMO E IMPERIALISMO NO BRASIL

01/05/2018

A maioria das esquerdas no Brasil tem tido como sua centralidade a disputa eleitoral, não a organização do povo, da classe trabalhadora – não só para lutas econômicas, mas, também, para as lutas contra o capitalismo. Isso explica, em grande medida, por que, no país, se subestima, política e ideologicamente, a propaganda e o comportamento fascistas. Isso explica por que a quase totalidade dos militantes de esquerda sequer imagina que o imperialismo existe – apesar de estar mais que comprovado que os Estados Unidos participaram, do começo ao fim, da organização do golpe que derrubou Jango Goulart em 64 – e que não há, em nenhuma parte do mundo, ações em grande escala contra o povo, sem apoio e participação norte-americana direta ou indireta.

Basicamente, na sua maioria absoluta, a esquerda só discute eleições. Conhecer o pensamento e a ideologia dos inimigos da classe trabalhadora não tem sido sua preocupação. Acredita na democracia sob o controle do capital nacional e internacional, como se nela estivesse fechado o espaço para o fascismo, como se a burguesia abrisse mão da sua ideologia fascista numa conjuntura sempre presente de crises capitalistas.

Ainda sobre o imperialismo, tem muita gente que não admite, por exemplo, a presença, principalmente dos EUA, na organização do golpe que derrubou Dilma e levou Lula à prisão; até tem a fantasia de achar que o golpe não é uma encomenda do poder econômico nacional e estrangeiro aos seus agentes no Congresso, na grande mídia, no Poder Judiciário e em outras frentes de direita.

Claro, devemos nos preparar para todas as formas de luta, inclusive a eleitoral. Contudo, organizar-se, quase que exclusivamente, para disputar eleições é uma forma de ilusão de classe. Isso nos tira do debate sobre os diversos espaços em que se encontram os nossos inimigos, como se o campo eleitoral fosse o único em que os inimigos do povo se fazem presentes. E o resultado não poderia ser outro : os inimigos da classe trabalhadora agem, atacam-na de todas as formas políticas e ideológicas e não são percebidos por muita gente da esquerda, escrava da alternativa única de luta, sem a centralidade necessária para qualquer forma de batalha.

Lembro-me de que – quando já em 2005, chamava-se a atenção para ações de direita fascista, ou protofascista contra Lula, primeiro momento da escalada golpista que derrubaria Dilma e levaria o ex-presidente à prisão – houve gente de esquerda que não viu isso. Em relação ao imperialismo, deu-se algo parecido. Tinha gente achando que a política externa do governo de Lula e Dilma, como também a sua disposição em não entregar o Pré-Sal, a Petrobrás, a Eletrobrás e outros patrimônios estatais ao capital estrangeiro não seria motivo para que os EUA se interessassem em derrubar Dilma e tentar tirar Lula da cena política.

O fascismo e a presença do imperialismo no Brasil têm avançado por causa de ilusões de grande parte da esquerda, impossibilitando-a de ver as diversas facetas político-ideológicas dos inimigos da classe trabalhadora.

Felizmente, a autocrítica começa a se dar. Muita gente vai às ruas em combate a um inimigo melhor conhecido.

Alberto Souza

 

O GOLPE E SEU TERROR FASCISTA

01/05/2018

Com o Golpe, o fascismo avança no Brasil. Terror insuflado pela grande mídia e agentes golpistas do Judiciário, liderados por Sérgio Moro, que passam por cima da própria Lei, com a intenção de provocar o ódio contra Lula, os movimentos organizados da classe trabalhadora e o conjunto das forças de esquerda e democráticas em geral, como faziam os agentes da ditadura implantada em 64.

Os fascistas percebem que cresce no Brasil e no exterior a luta contra a condenação e a prisão política de Lula e, como é de sua índole terrorista, partem para atentados e assassinatos, destruindo a vida de Mariele e do motorista de seu carro; ameaçaram a vida de Lula à bala; atiraram, para matar, em gente acampada em apoio ao ex-presidente.

Para a efetuação de seus crimes, esses fascistas se consideram respaldados por Moro, Rede Globo e outros agentes da mídia e do Judiciário, pois sabem que, na prática, também estes golpistas partem para o vale-tudo, com prática de Estado de Exceção, colocando-se acima da própria legalidade existente.

Sem as arbitrariedades de Moro e de outros agentes golpistas do Judiciário, ao lado de golpistas da grande mídia, a violência fascista não teria avançado até o nível a que chegou.

Se Moro não tivesse cometido o crime da prisão coercitiva de Lula, de grampear ligação telefônica da presidente Dilma ao ex-presidente e, por fim, a condenação deste à prisão, sem nenhuma prova de prática de qualquer ilegalidade, os fascistas não se sentiriam, no momento, tão fortalecidos para cometerem seus crimes.

Agora, nada de ilusão : os fascistas de armas na mão têm o seu papel importante como parte do conjunto golpista como um todo. Suas ações criminosas visam a, por meio do terror armado, inibir a luta das forças que resistem ao Golpe e a seu projeto, opondo-se, nas ruas, à venda do Brasil, com a entrega do Pré-Sal, da Petrobrás, da Eletrobrás e de outras riquezas nacionais a empresas americanas e de outras potências. Visam inibir as lutas de oposição às tais reformas trabalhista e previdenciária.

Em certa medida, o golpe atual conta com o fascismo armado, de terror, como se deu com o Golpe de 64, com seus assassinos tentando aterrorizar as forças democráticas em luta.

Cláudio de Lima

O VOTO DE ROSA WEBER CONTRA LULA

12/04/2018

A ministra Rosa Weber, do STF, disse, por mais de uma vez, ser contra a prisão após condenação em segunda instância, mas, acabou votando a favor dela quando do julgamento do HC de Lula.

Bom, votou contra sua própria consciência. Por quê ? Pressionada pela Rede Globo, pelos pequenos ditadores de toga, pelos generais de plantão em Brasília, com suas ameaças ? Por ser política e ideologicamente contra Lula e o que ele representa ? Não sei. Fica a impressão, porém, de que ela recebeu um voto, pronto, de forças externas ao seu querer.

Uma tragédia : Lula preso por um voto estranho a quem votou. Um voto de uma pessoa que se ausentou de si mesma para votar. Algo kafkiano !

Até quando ? Não imagino. Em todo caso, um dia desses, Rosa Weber terá chance à ressurreição.

Antônio de Freitas

 

POR QUE LULA FOI CONDENADO E PRESO ?

12/04/2018

Lula foi condenado e preso. É um preso político. Por quê ?

Houve o Golpe contra Dilma. O Golpe tem o seu projeto : Privatizar as grandes empresas estatais, entregando o Pré-Sal, a Petrobrás, a Eletrobrás e outras riquezas a grupos econômicos, principalmente, estrangeiros; a reforma trabalhista, destruindo conquistas da classe trabalhadora para beneficiar o empresariado, fazendo aumentar a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras; fazer a reforma da Previdência, tirando o direito de milhões de pessoas à aposentadoria, procurando privilegiar a previdência privada e o capital financeiro; reduzir radicalmente gastos com Educação, Saúde e outras políticas sociais, para contar com mais recursos a serem colocados nas mãos da especulação de banqueiros nacionais e internacionais, através de juros da dívida pública; praticamente acabar com créditos a pequenos agricultores e a outros pequenos investidores, concentrando recursos para o agronegócio, em detrimento da agricultura familiar e dos trabalhadores rurais sem um palmo de terra; aplicação de uma política externa subordinada aos interesses dos Estados Unidos e de outras potências capitalistas que sempre nos tratam como neocolônia e, por fim, limitar ao máximo os direitos democráticos para que a classe trabalhadora não tenha a liberdade de avançar nas suas lutas por mais conquistas econômicas e políticas, tratando suas reivindicações como casos de polícia.

Os golpistas querem uma classe trabalhadora à margem das lutas políticas, incapaz de ameaçar os interesses do verdadeiro dono do Golpe : o poder econômico.

Bem sabe o conjunto de golpistas, golpistas de paletó, de toga ou de pijama, que, se Lula voltasse a ser presidente do país, todo este projeto contra o Brasil e seu povo seria destruído. A eleição de Lula seria a derrota do Golpe. É este fato que explica por que Lula foi condenado e preso, tornando-se, na atualidade, o prisioneiro político mais popular e importante do mundo.

Por tudo isso, não ficar contra a condenação e prisão de Lula, frente a tais circunstâncias, é ficar contra o país e o nosso povo, mormente contra a classe trabalhadora. É ficar com o Golpe e seu projeto, projeto de uma minoria que, cada vez mais, se enriquece às custas da maioria absoluta da nossa população.

Assim sendo, todo democrata, todo patriota, independentemente de posição político-ideológica, todo trabalhador, toda trabalhadora, gente de todas as gerações, gente dos diversos movimentos sociais e de outros mais variáveis setores organizados da sociedade têm a obrigação de lutar contra a condenação e prisão de Lula.

Esta prisão é contra nosso povo. Esta prisão é contra a democracia. Esta prisão é contra a classe trabalhadora. É contra todos nós.

Alberto Souza

DEFENSORES DA GRANDE QUADRILHA VÃO ÀS RUAS CONTRA LULA

05/04/2018

MBL e VEM PRA RUA – movimentos fascistas que apoiaram Eduardo Cunha, Jucá, Padilha, Aécio Neves e outros membros da GRANDE QUADRILHA, para derrubar Dilma e colocar Temer, o chefão do bando, na presidência da República – ameaçam voltar às ruas contra Lula.

Desmoralizados, aliados dos maiores corruptos do país, acham que ainda podem manipular os mesmos inocentes que conseguiram levar para as ruas contra Dilma, usados por eles para colocar a GRANDE QUADRILHA no Palácio do Planalto.

Esquecem tais fascistas que muitos que foram enganados por eles já lhes fazem a seguinte pergunta : “Por que vocês não vão às ruas contra a GRANDE QUADRILHA, Temer, Aécio Neves, Moreira Franco e outros ?”

Uma pergunta própria de quem já tem a resposta : quem apoiou e apoia estes grandes corruptos não pode atacá-los.

De fato, algo estranho acontece no país : é a primeira vez que vejo defensores de quadrilheiros irem às ruas contra uma pessoa contra a qual não existe nenhuma prova de ter cometido qualquer crime.

Tudo anda invertido no Brasil !   Só a classe trabalhadora, organizada, pode desinverter tudo.

Marcelo Fonseca

DEU A LOUCA NO GOLPE, RACHOU

02/06/2017

Não faltou união entre os golpistas, até a conclusão do golpe que derrubou a presidente Dilma. Em nome de sua unidade, todos os seus agentes – tidos como corruptos, ou suspeitos de diversos crimes – foram preservados. Nada foi feito contra Eduardo Cunha que, já em pleno processo golpista, era considerado um verdadeiro gângster. Muito pelo contrário. Devido à sua importância para que o golpe se concretizasse, foi liberado pelo próprio Poder Judiciário para continuar à frente da escalada golpista na Câmara dos Deputados. Pôde usar todos os meios de que dispunha, na condição de presidente da Câmara, para conspirar contra a democracia. Nada ou quase nada se dizia contra Temer, Aécio, Jucá, Padilha e outros destacados golpistas, seja via grandes meios de comunicação, seja pelo Ministério Público. Ficaram intocáveis enquanto a marcha golpista avançava.

O que mais unia os golpistas eram os objetivos centrais do golpe : entrega das riquezas estratégicas do país, como a Petrobrás e o Pré-Sal a grupos econômicos nacionais e estrangeiros, principalmente, e a destruição de direitos da classe trabalhadora, acabando com a CLT e a Previdência.

Contudo, uma dúvida começa a se dar entre tais traidores do povo. Dúvida que ganhou corpo, mormente, a partir do crescimento da resistência popular à ação do presidente golpista de levar às últimas consequências medidas de porem fim a conquistas sociais dos que vivem de seu trabalho. Golpistas começaram a achar que Temer falha na sua tentativa de convencer a população a aceitar os objetivos básicos do golpe. Em outras palavras, Temer não estaria preparado para enganar as vítimas do golpe. Tentava enganá-las com suas mentiras, mas não tinha sucesso. E até mesmo gente que não era contra o golpe começou a ficar contra o mandante golpista. Este foi o primeiro momento de divergências entre os grupos golpistas.

Aí, começaram a aparecer denúncias contra golpistas que antes não podiam aparecer, para que eles permanecessem coesos na sua campanha de ataque diário ao governo de Dilma, até a sua destituição. Muitos integrantes do governo do golpe são acusados de corrupção, como nunca, levando vários deles a saírem do cargo que ocupavam. E, para piorar mais ainda a situação do bando golpista, Eduardo Cunha que, durante o processo golpista, ficou livre para ser o principal líder de todos os agentes do golpe na Câmara, principalmente de uma quantidade enorme de corruptos da sua tropa de choque, acabou parando na cadeia. Mais mal-estar entre os golpistas.

Mais um fator de certo descontentamento no seio do bando do golpe : existia um compromisso tácito, não declarado, entre os golpistas de que, com a saída de Dilma e do PT do governo, a Lava Jato deixaria de funcionar, ainda que parcialmente, já que teria desempenhado seu papel político, ao se tornar parte integrante importante, aliada à Rede Globo e à revista Veja, na campanha para colocar Temer no Palácio do Planalto. Liderados por Aécio, Jucá, entre outros, com a participação de Gilmar Mendes, não se deram conta, talvez, de que a Lava Jato passaria a ter de ir além de sua contribuição para a queda do governo petista, porque, se ficasse onde estava, se veria em maus lençóis com a opinião pública. Seria desmoralizada, acusada de estar comprometida com os corruptos do golpe por afinidade político-ideológica.

A Lava Jato não para. Golpistas em polvorosa. Entram no salve-se-quem-puder. Enquanto isso, Moro passa a ser visto por muita gente como imparcial. Grande ilusão, que pode ser usada contra Lula.

Nisso, uma bomba gigante estoura no Planalto, provocando enxaqueca em golpistas. Temer é pego com a boca na botija. Sua conversa criminosa com um famoso criminoso de empresa, as gravações sobre entregas de propinas para Aécio, seu principal companheiro de golpe no Senado, e a mala cheia de dinheiro de um seu aliado-assessor foram recebidas pela população como escândalos dos escândalos. Um mau cheiro nacional. Tapa-narizes em todo o país. Logo, 13 pedidos de impeachment contra o parceiro de Cunha são entregues na Câmara.

Frente a este quadro de revelação de crimes de golpistas, farsantes, que por muito tempo enganaram tanta gente, principalmente os analfabetos políticos da classe média, tornou-se inevitável o racha entre as forças do golpe. De um lado, a Rede Globo, com seus aliados do Judiciário e do Ministério Público, tenta criar a imagem de que existem golpistas limpos, atacando seus aliados notoriamente desmoralizados, a começar por Temer. Quer no Palácio do Planalto um golpista não “queimado”, um farsante, aos moldes de Collor, seu filhote político de 1989, vendido a milhões de inocentes como “caçador de marajás”. Quer um farsante, a ser vendido como “caçador de corruptos”. E o caminho adotado é a eleição indireta.

De outro lado, os quadrilheiros que não conseguem mais esconder-se, todos mais ou menos fiéis a seu poderoso chefão, dando o máximo de si, para evitarem o que consideram pior : a saída de Temer que, em perdendo o foro privilegiado, poderia parar em cana e arrastar com ele muita gente de seu bando.

Deu a louca no golpe. Os golpistas se digladiam.

Temer e seu bando, no entanto, sabem que uma coisa pode trazer certa unificação entre eles e os golpistas ora liderados pela Rede Globo. Tenta, através de mentiras, com apoio globista e de outros setores da mídia, passar a ideia de que a economia e a inflação melhoram, para, com isso, mostrar a todos os golpistas que ele continua ainda como a verdadeira alternativa do golpe para fazer tudo que os grupos econômicos exigem de cada golpista. Coloca-se como indispensável para a efetivação das tais reformas de destruição dos interesses dos trabalhadores e da entrega de patrimônios públicos ao poder econômico. Em outras palavras, o que Temer e sua tropa querem dizer é que quem melhora a economia, atende os interesses de grupos capitalistas, tem o direito até mesmo de cometer crimes de corrupção e outros. Quer, com isso, afirmar que aos grupos econômicos nada importa se agentes do governo cometem crimes ou não : o que lhes importa é que o governante faça a política de os fazerem nadar em mares de lucros. Bom, a lógica capitalista é esta : o vale-tudo. Mas, bem informados, os grupos econômicos sabem que o golpista do Palácio da Alvorada mente ao falar de crescimento econômico.

Bom, Temer e seu bando não estão tendo êxito com esse jogo, com esse ardil. Mesmo setores do empresariado, embora tendendo a aceitar que um governante corrupto é um ficha limpa, desde que esteja a serviço de seus privilégios, não veem mais o golpista-presidente como seu predileto para ficar à frente de seus interesses e do golpe. Querem um traidor do povo e do país sem o mau cheiro do atual presidente golpista. Também querem mudar de farsante-mor. Dono do golpe, o empresariado parece querer outro golpista no Palácio do Planalto.

Há entre as forças progressistas, democráticas, de esquerda, um certo entusiasmo frente ao racha golpista. Acham que podem tirar proveito desta crise entre os diversos agentes do golpe, encurralando-os até sua derrota final. Que os golpistas briguem entre si é bom para os que lutam contra eles. Mas, isso não nos garante que se desunam a tal ponto que cheguem, por exemplo, a ficar contra as tais reformas de destruição dos direitos da classe trabalhadora; que cheguem a recuar em relação ao propósito de vender o país. Alguma divisão entre eles, que os leve a não destruir direitos do país e do povo, só é possível por meio da luta crescente de milhões de trabalhadores em todo o país.

Contra o golpe, Diretas Já !

Marcelo Fonseca

COM TEMER OU SEM TEMER

02/06/2017

Com Temer ou sem Temer, a quadrilha de golpistas não vai desistir de tudo fazer para aprovar os projetos de destruição dos direitos da classe trabalhadora, acabando com a CLT e a aposentadoria.

Rede Globo e outros golpistas associados a setores do Poder Judiciário querem se livrar do mau cheiro de Temer, mas defendem o fim dos direitos da classe trabalhadora noite e dia.

E a quadrilha do Parlamento é financiada, comprada, pelos grupos econômicos para isso.

Assim sendo, todo trabalhador deve cumprir seu dever : ir às ruas contra o golpe que foi montado e realizado para acabar com suas conquistas.

Direta já é o caminho. Eleição indireta é golpe no golpe.

Antônio de Freitas

VAGABUNDO DE LUXO ATACA A CLASSE TRABALHADORA

30/04/2017

Rico às custas dos trabalhadores que explora, logo, um vagabundo de luxo, João Dória ataca a classe trabalhadora, chamando trabalhadores de vagabundos, principalmente quando eles vão à luta na defesa de seus direitos. Imaginando que vivemos num mundo de idiotas, tenta inverter o significado das palavras. È vagabundo, vagabundo de luxo, mas se chama de trabalhador e chama o trabalhador de vagabundo. Para ele, o explorador do trabalho alheio é trabalhador e o explorado é vagabundo.

Olhem, já tenho um bocado de anos de vida. Nunca ouvi nenhum vagabundo de luxo chegar a tamanha insolência, a tamanho absurdo.

Não afirmaria, em certa medida, que o vendedor de imóveis da Prefeitura de São Paulo tenha perdido a noção das coisas. Acho que seus absurdos provêm de sua subestimação à inteligência do nosso povo.

Alguém já disse que Dória, quando abraça uma vassoura, durante 25 segundos, para tirar uma foto de imitação de um trabalhador, inspira-se em Jânio Quadros com sua vassoura da enganação. Coisa de fanfarrão e suas pantomimas.

Realmente, Dória ainda acredita nas velhas formas de enganar o povo.

Outros dizem que ele disputa com Bolsonaro quem mente mais e melhor; quem é mais capaz de odiar os lutadores da classe trabalhadora; quem melhor trata a classe trabalhadora e seus anseios como caso de polícia; quem é mais fascista.

Dória acha que, após a criação do candidato a presidente, Collor de Mello, com sua farsa de “caçador de marajás”, será ele o próximo produto de laboratório da Rede Globo – com um saco de chaves de fenda, de alguns martelos, de enxadas, de serrotes e outros instrumentos de trabalho, nas costas – gritando : “Sou Trabalhador !”

Talvez, Dória não saiba que os trabalhadores não gostam de ser imitados, não gostam de farsantes.

O certo é que Dória imagina que o ridículo pode virar moda. Por isso, que ser o mais ridículo dos ridículos. Ser ridículo faz parte do vale-tudo.

Cláudio de Lima