Archive for agosto \20\UTC 2014

ELEIÇÕES

20/08/2014

Todo cuidado é pouco. No processo eleitoral vigente, cada cidadão é chamado apenas para votar. Não tem o direito de apresentar um projeto, resultante de uma discussão coletiva, ao candidato que se propõe a representá-lo junto a determinado órgão público de decisão, executivo ou legislativo. Como alguém só representa a alguém quando há acordo entre ambos, em nome das pretensões, interesses, do representado, o que se dá é que o cidadão vota, mas não será representado, caso seu candidato seja eleito. Aliás, o candidato não é seu, porque não foi chamado a escolhê-lo; proveio de uma decisão de partido, com critérios estranhos ao votante. Aí, em geral, o eleitor vota no desconhecido, com projetos e intenções desconhecidas. E, como os candidatos e partidos não debatem com a população qualquer projeto de iniciativa popular organizada e nem mesmo os seus projetos, o que sobra para o votante é apenas tomar uma decisão baseada em opiniões e palpites.

Mas, o eleito, face a esta realidade, acaba não representando a ninguém? Não, não é isso que acontece. Não existe candidato eleito que não represente alguém durante o seu mandato. Os votos que recebe, em linhas gerais, provêm de pessoas que não o conhecem, que não conhecem seus reais propósitos – que ficam ocultos – porém existe um tipo de gente que o conhece muito bem, que, antecipadamente, já sabe como agirá no exercício do mandato: é o empresário, que financiou a sua candidatura, que tem certeza de que, por isso, apossa-se mais do mandato de seu financiado do que ele próprio, determinando suas ações principais no parlamento ou governo. Isso quer dizer que os mandatos têm donos: os financiadores de campanha. É o resultado de uma democracia sem povo, que apenas vota, mas não decide. Por causa disso, privatizada. Uma democracia de mercado, de acordo com os interesses do conjunto de capitalistas.

MUDANÇA

Contudo, aparece a pergunta: não é possível uma outra forma de fazer política? Bom, é necessário que não nos esqueçamos do óbvio. Vivemos numa sociedade de classes: logo, de interesses fundamentais diferentes, antagônicos. Assim sendo, se a forma predominante de fazer política é a que convém a uma minoria que, para manter-se no poder, de tudo faz para limitar e controlar o processo político e a própria democracia –  para a maior parte da população, a classe trabalhadora, esta forma deve ser superada.

É certo que a maioria dos trabalhadores ainda não tem esta consciência; todavia, por outro lado, seria um erro achar que não existe no seio da classe trabalhadora esta discussão em andamento. Uma iniciativa importante que ora acontece no país nesta direção é a campanha que movimentos populares desenvolvem neste momento: o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva, cuja coleta de votos se dará de 1 a 7 de setembro próximo em todo o Brasil. É um passo! Um outro dado importante é a existência de candidatura de esquerda que, inclusive, defende a construção do poder popular, democracia plena, com o máximo de protagonismo do povo.

Alberto Souza

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DILMA E A GLOBO

20/08/2014

Apesar de Dilma ser acusada por setores de esquerda de que nada faz pela democratização da mídia – favorecendo, assim, a Rede Globo, que se mantém como o grande monopólio dos meios de comunicação, levando aos lares brasileiros opiniões e pensamento únicos, num claro desrespeito à liberdade de pensamento dos que não concordam com interesses que ela representa – não escapa a candidata do PT ao ataque globista. Como se explica este ataque, se, tanto no governo de Lula como no de Dilma, o agronegócio, os banqueiros e as construtoras, dos quais a Rede Globo é um grande instrumento, foram os setores que mais ganharam dinheiro? É que, para este monopólio televisivo, nem Lula nem Dilma atingiram o nível cem por cento pretendido, tanto pela grande mídia, como por uma parte dos grupos econômicos, principalmente os estrangeiros. Não acha a Rede Globo que Lula e Dilma fazem políticas fundamentalmente antineoliberais, antiprivatizantes, mas percebe que, tanto o neoliberalismo, como a política entreguista por meio de privatizações, no governo petista, não foram levados às últimas consequências como no governo FHC. O que já é o suficiente para que se oponha à candidatura petista. Para quem acha que uma conquista do povo brasileiro, como a Petrobrás, e outras estatais devem ser entregues ao capital privado, principalmente ao internacional, não ser privatista, ou menos privatista, é inaceitável.

Além deste motivo central, há outros que levam a Globo a não vacilar na sua oposição à candidatura de Dilma. Um é que Dilma é candidata de um partido que vem defendendo a democratização da mídia, e isso significa querer quebrar o monopólio midiático, um desastre para uma rede de televisão quase única no país; outro é que há setores de apoio ao governo federal que primam pelo aprofundamento do avanço democrático do país. Coisa inaceitável por uma empresa de televisão forjada pela ditadura civil-militar, portanto, instrumento do que existe de mais de direita, de antipovo, no Brasil.

Os grupos econômicos têm medo do avanço democrático como o diabo, da cruz, porque têm medo do povo.

A FILHOTONA DA DITADURA IRIA MAIS LONGE!

A luta política traz dúvidas e certezas. Se a sanha da Globo acontece com o PT, que não pode ser chamado de partido anticapitalista, imaginemos o que aconteceria se Dilma fosse candidata, bem votada, de forças ou partidos que lutam pelo socialismo. Com certeza, a Filhotona da ditadura faria o chamamento a um golpe fascista, como fez a grande mídia na preparação do golpe de 64, não obstante Jango Goulart não ter sido revolucionário ou socialista, apenas defensor de um projeto popular de reformas.

Antônio de Freitas

VITIMAS DO NAZISMO APOIAM NAZISMO

05/08/2014

Uma das principais vítimas da Alemanha nazista foi o povo judeu. O propósito de Hitler era não deixar nenhum judeu vivo na face da terra. Amantes da liberdade e todos os humanistas do mundo se solidarizaram com os judeus de todas as partes do Planeta contra um estado terrorista que lhes negava o direito de existir.

Judeus de todas as regiões do Globo faziam parte de uma mesma força mundial na luta contra o nazismo, conscientes de que estava em jogo a própria sobrevivência da humanidade.

Face a esta realidade, também tendo sido vítima do genocídio nazista, esperava-se que jamais um judeu apoiaria qualquer tipo de nazismo em qualquer parte do mundo. Infelizmente, não é isso que está acontecendo. Uma boa parte dos judeus (a maioria?) apoia o Estado terrorista de Israel que, imitando os nazistas da Alemanha, comete genocídio contra a população palestina, num claro propósito racista e etnocida de negar o direito de um povo existir e ser livre.

A esperança é que cada vez mais judeus, inspirando-se nas lutas de seu povo contra a Alemanha de Hitler, se oponha ao sionismo, o nazi-fascismo de Israel, ficando contra as ações criminosas do exército israelense contra o povo palestino.

Alberto Souza

GENOCIDA APOIA GENOCIDA

05/08/2014

Os Estados Unidos, principais genocidas da atualidade, – amparados em um poderio bélico que representa metade do que se gasta com armamentos em todo o mundo, com as suas mais de 700 bases militares espalhadas por todo o Planeta, tendo posto fim à vida de milhões de vida no Vietnã e no Iraque, sustentadores de ditaduras fascistas em todos os continentes – são os principais apoiadores das ações genocidas de Israel contra o povo palestino. Sem este apoio, o sionismo (fascismo israelense) jamais teria condições de cometer estes crimes, mantendo ocupado o território de um povo que apenas quer ter direito à existência e à vida.

Esta união de genocidas é uma prova de que o fascismo continua vivo e atuante, como ameaça a povos e mais povos que lutam pela liberdade e por uma ordem social justa.

Por isso, a luta contra o sionismo, o Estado genocida de Israel, deve-se dar ao mesmo tempo em que se luta contra o imperialismo norte-americano.

Alberto Souza