Archive for outubro \24\UTC 2014

ESTADOS UNIDOS ATACAM A PETROBRÁS EM PLENO PERÍODO ELEITORAL PARA BENEFICIAR AÉCIO, SEU CANDIDATO

24/10/2014

Os Estados Unidos abrem o jogo: também entram na campanha de Aécio, atacando a Petrobrás. De olho no nosso petróleo, do Pré-Sal, desejam eleger o candidato entreguista, cria do lesa-pátria, FHC. O imperialismo norte-americano sabe que com Dilma não há a menor chance de a Petrobrás ser privatizada.

A maioria dos eleitores do tucano não sabe que existe esta ingerência neocolonialista do imperialismo ianque na política de nosso país, que tipos, como Fernando Henrique e seu partido, estão sempre a serviço dessa agressão à nossa soberania. Os Estados Unidos tiveram um papel decisivo na organização e financiamento do golpe civil-militar de 64, além de terem colocado à disposição dos golpistas uma força-tarefa, com porta-aviões, grande quantidade de armas, combustíveis etc., na hipótese de o golpe fracassar. Nosso país seria invadido belicamente pelos comandados do governo estadunidense.

Após a descoberta do Pré-Sal, não por acaso, a Quarta Frota dos Estados Unidos voltou à América do Sul.

Em todas as eleições presidenciais de qualquer país da América do Sul e de outras partes do mundo, o imperialismo norte-americano intervém favoravelmente ao candidato de sua preferência. No Brasil, não seria diferente, principalmente pela importância do nosso país, política e economicamente, na América Latina e no próprio mundo.

Alberto Souza

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A CLASSE MÉDIA DE SÃO PAULO ESTÁ PERDIDA ?

13/10/2014

Uma boa parte da classe média de São Paulo votou contra Dilma, alegando insatisfação com a corrupção. Não entendi nada! Ora, se a razão é essa, deveria votar em branco, pois votar na união do PSDB com o DEM não é ficar contra a corrupção: qualquer pessoa com um mínimo de informação sobre a política no Brasil sabe disso. Só um inocente não percebe isso. E o mensalão do DEM, causador da prisão de um de seus governadores? E o mensalão do PSDB já velho conhecido de todos nós? E os escândalos do Metrô, em que políticos do PSDB, durante governos deste partido, são acusados de terem recebido propinas para beneficiar empresas, inclusive através de carteis. Denúncias  que José Serra e Alckmin se recusaram a apurar, proibindo que sua bancada de deputados votasse em mais de uma CPI solicitada para apurar tais denúncias. E os escândalos no governo FHC, como a denúncia da compra de votos para aprovar a reeleição, denúncias de recebimento de propinas durante a privatização de estatais, verdadeiramente doadas a multinacionais?

Perguntas a tal setor da classe média paulista: não é imoral votar em candidatos que, quando eram governadores do Estado de São Paulo, bloquearam a criação de CPIs para a investigação de crimes de que eram acusados políticos e o governo de seu partido? E, se Serra e Alckmin cometeram esta imoralidade, não permitindo que o povo conhecesse as denúncias de corrupção ocorrida em seu governo, votar neles agora, para governador e senador, não é um ato imoral, conscientemente ou não?

Se um governo, ao receber denúncia de que alguém de sua administração praticou corrupção, através de propinas e outros meios, nada faz para a investigação do fato, aí sim, ele deve ser condenado moral e politicamente pelo conjunto de cidadãos. Mas, você, parte da classe média paulista, ao invés de reprovar a conduta de Serra e Alckmin, acabou por aprová-la com milhões de votos, elegendo-os. Apoiou o crime moral de governos de se recusarem a fazer a investigação de denúncias de corrupção contra si e seu partido.

É lamentável que tenham acontecido, também no governo do PT, casos de corrupção, mas Dilma e Lula não podem ser acusados de imorais nestes episódios, porque nada fizeram para bloquear CPIs e investigações outras para apurar denúncias, o que resultou na prisão de acusados. Em última instância, é o que um governo pode e deve fazer no combate à corrupção. Que ninguém me venha falar que votou contra a corrupção, trocando Suplicy por Serra, sabendo, repito, que este inviabilizou a criação de CPIs, para apurar denúncias contra seu partido e governo. Acho que os não-inocentes, os não-equivocados, que votaram por razão ideológica, que acham ser inaceitável que Lula e Dilma tenham melhorado a situação de milhões de brasileiros, inclusive da classe média em geral, deveriam deixar claras as suas reais motivações, principalmente, as preconceituosas. Deveriam dizer que se opõem ao que a maioria do povo conquistou com os governos Lula e Dilma, porque acham que só uma minoria tem direito à vida, porque acham que o Brasil não deve ser um país soberano, mas uma espécie de nova colônia.

Não sou petista, luto por um governo mais avançado do que o do PT, mas acho que o retorno de um governo do PSDB (partido a serviços de banqueiros, doador de patrimônios públicos a grupos privados), em composição governamental com o DEM (partido do velho coronelismo, de um Brasil semifeudal), seria um retrocesso, passos atrás. Na luta de um povo, é necessário um mínimo de patriotismo. Logo, sou contra um partido que, quando no governo, cometeu políticas de lesa-pátria, que não tirou nenhuma pessoa da linha de pobreza, que deixou um índice de desemprego de 13%. Não quero que aconteça com o Brasil o que se dá, no momento, com a Espanha, Grécia, Portugal, em que políticas da mesma linha das do PSDB e DEM vêm deixando milhões de trabalhadores e de gente da classe média em situação de amargura.

Roberto Silva

ELEIÇÕES BRASILEIRAS : VOLTA AO PASSADO ?

12/10/2014

O segundo turno das eleições presidenciais no Brasil se apresenta como uma clara batalha política. Baseando-se nos dados de hoje, seria uma irresponsabilidade dar por garantida a vitória de qualquer uma das candidaturas.

De um lado, a ex-guerrilheira e atual presidente, Dilma Rousseff, candidata do PT, de conduta pessoal exemplar. Tem sido, sempre ao lado de Lula – agora, com o cargo executivo máximo – nos últimos anos, protagonista de políticas que tiraram da pobreza 40 milhões de brasileiros; concedeu bolsas de estudos a centenas de milhares de jovens de baixa renda; propiciou créditos para casas populares como jamais tinha acontecido no país; realizou a construção de milhares de quilômetros de estradas e obras de infraestrutura . Além de tudo isso, contratou milhares de médicos cubanos e de outros países, para assistência a milhões de pessoas em regiões muito distantes dos grandes centros urbanos e carentes.

Capítulo à parte, merece atenção a sua política externa independente, soberana, a favor da unidade e integração da América Latina e Caribe, solidária com a Venezuela chavista, com Cuba e com todos os processos antineoliberais do continente a favor da paz mundial. Com Lula e Dilma, o Brasil saiu da condição de aliado dos EUA para uma política de não-obediência a esta potência, tornando-se a sétima economia do mundo, com importante liderança não só na América Latina, mas também mundialmente, o que o colocou como membro de destaque dos BRICs, cuja existência tem debilitado a hegemonia de Washington.

Contra Dilma, Aécio Neves, candidato neoliberal do PSDB, preferido de Wall Street, um playboy, mas uma raposa política provinda de uma dinastia da política tradicional brasileira, profundamente ligado ao núcleo duro neoliberal que deseja o predomínio do capital financeiro e do agronegócio exportador, disposto a levar tal política às últimas consequências, que odeia as políticas sociais do PT e que quer distanciamento da Argentina e dos demais países da América Latina, comprometido com a condição de aliado dos Estados Unidos e União Europeia. Também comprometido com o Tratado de Livre Comércio (TLC).

Sobre ele e a candidata Marina da Silva (terceira colocada na votação), Fernando Henrique Cardoso, o patriarca do neoliberalismo, disse que qualquer um dos dois garantiria ao Brasil o retorno da política de livre mercado, em aliança com os EUA.

Aécio foi governador de Minas Gerais durante dois períodos. Neste Estado, tem como seus inimigos principais os professores, devido aos danos que causou à Educação, reduzindo o orçamento desta área.

Em Minas, o candidato a governador, do PSDB, sofreu fragorosa derrota, no primeiro turno, para o candidato do PT.

Dilma teve mais votos em Minas Gerais que Aécio, apesar de ser este Estado feudo político dele e de sua família.

Face a tal quadro político, vale perguntar como foi possível Dilma já não ter sido reeleita no primeiro turno, com uma obra de governo tão favorável aos setores populares e aos interesses do Brasil na América Latina. A resposta é por demais complexa, mas os resultados da votação no primeiro turno são significativos. Apesar da vitória de Dilma no primeiro turno, ela teve a menor votação de um candidato do PT à presidência da República até o momento. Sua vantagem sobre Aécio foi de mais de 8 milhões de votos, porém, somados os votos dele aos de Marina, os dois ficam com 13 milhões de votos acima dos da candidata petista.

Embora nem todos os eleitores de Marina devam ir para Aécio no segundo turno, é certo que os mais de direita estarão com ele. Uma parte poderá optar por Dilma, se ela conseguir atraí-los.

País que apoia, praticamente de maneira aberta, o candidato do PSDB. A inexistência de meios de comunicação do PT, ou públicos – uma péssima política que Emir Sader considera “o mais grave erro do PT” – é determinante para que, através de mentiras e calúnias, a máfia midiática consiga criar um consenso desfavorável ao petismo em certos setores da população, impossível de ser desmontado em tão pouco tempo.

O reconhecido líder petista, Walter Pomar, acha que é necessário anunciar já as novas medidas de benefício à população a serem implementadas num novo governo do PT, entre elas, a convocação de uma Assembleia Constituinte que permita uma profunda democratização do Estado brasileiro.

Minha intuição me diz que Dilma será reeleita, para fazer um melhor governo, como já tem dito.

Antônio de Freitas

AGORA É DILMA !

10/10/2014

Por quê? No primeiro turno votei em Mauro Iasi (PCB), candidato voltado para o debate sobre a necessidade da construção do poder popular e comprometido com a luta pelo socialismo. Agora, a opção é entre Dilma e Aécio. Comparemos as duas candidaturas. A de Aécio, do PSDB, é a expressão máxima da barbárie neoliberal, uma ameaça às conquistas da classe trabalhadora, de um partido que cometeu crimes de lesa-pátria, como em nenhum momento da nossa história, ao entregar patrimônios do nosso povo a grupos econômicos; que além de cometer o crime de privatizar, fazia isso, através de moedas podres e subavaliações. No caso da privatização da Vale do Rio Doce, temos um crime de lesa-pátria emblemático: trata-se de uma privatização-doação, por quantia apenas simbólica de 3 bilhões de reais; empresa, primeira do mundo, em termos de produção de ferro à época.

Não fosse a resistência patriótica de nossa gente, a Petrobrás, orgulho do nosso povo, também seria privatizada. Com uma vitória do candidato do PSDB, só os capitalistas ganhariam: os recursos do Estado seriam colocados à disposição, principalmente, de banqueiros nacionais e internacionais.

A candidatura de Dilma – está claro – não tem o compromisso de confrontar-se com o poder econômico para provocar grandes avanços políticos, econômicos e sociais. Contudo, em comparação com a candidatura tucana, das forças lesa-pátria, significa um avanço. Primeiro, porque está comprometida com conquistas sociais obtidas com o governo Lula e não opta por descarregar danos causados por crises econômicas sobre as costas do povo; segundo, porque defende uma política externa independente de terminações de potências imperialistas, principalmente dos EUA, fato importante para a defesa da paz no mundo e a unidade dos povos da América Latina; terceiro, porque já se comprometeu, desde 2010, em, ao menos, não privatizar patrimônios públicos como a Petrobrás e os bancos estatais.

Derrotar Aécio é evitar o retrocesso, passo atrás: é um ato patriótico, de amor ao nosso povo.

Cláudio de Lima