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GOLPE: DIREITA CONTRA OS POVOS DA AMÉRICA LATINA.

22/02/2014

Com o surgimento de Hugo Chávez – mais um líder libertador de nosso continente, desta América Latina ávida de liberdade, de justiça, de um sistema social fundamentado na igualdade, de uma democracia de protagonismo popular – ganhou as ruas, como nunca, a consciência dos povos latino-americanos de que, só através de sua unidade continental, inspirados nos sonhos de Bolívar, de Fidel, de Mariátegui, de San Martín e tantos outros, poderiam tornar-se livres, material e espiritualmente, da dominação de impérios, mormente do imperialismo estadunidense. Com Chávez expressando a todo momento seu sentimento de amor, não só pela gente de seu país, como também de toda a grande nação latino-americana, propondo e procurando pôr em prática medidas necessárias a todos os povos, vitórias foram acontecendo. Por um lado, dando o mais importante exemplo, o líder da Revolução Bolivariana procurou melhorar a vida de milhões de venezuelanos, com avanços no bem-estar material de seu povo, ao lado de progresso gigantesco na área do conhecimento, a começar, ao se conseguir, já nos seus primeiros anos de governo, o fim do analfabetismo em todo o território venezuelano.

Cada vez mais, a liderança de Chávez se agigantava em nosso continente, fator decisivo para que crescessem a consciência e organização antiimperialista em toda a América Latina. Suas campanhas de unidade de nossos povos acabariam por trazer resultados não imagináveis há alguns anos atrás. Surgem, assim, a ANASUR, a CELAC e a ALBA. Verdadeiras vitórias do programa integracionista do nosso continente.

Essas vitórias da América Latina deixaram perplexas as potências imperialistas, pois jamais imaginariam que, com relativa rapidez, aparecessem tantas iniciativas unificadoras das populações latino-americanas, tendo o país de maior reserva de petróleo do mundo como o seu principal protagonista. Teriam tais impérios de agir sem trégua, principalmente contra a Revolução Bolivariana e seu líder. O que explica a sua participação, de uma forma ou de outra, no golpe de 2002, quando Chávez foi deposto por alguns dias, tendo voltado ao comando do país graças à resistência popular aos golpistas e, principalmente, ao imperialismo norte-americano.

Tendo a Venezuela, em tal conjuntura internacional, se tornado o centro das lutas, antiimperialistas e pelo socialismo, no continente latino-americano, com inegável repercussão em outras partes do mundo, derrotá-la tornou-se a grande obsessão da direita venezuelana e do resto da burguesia da América Latina, com o apoio financeiro da potência capitalista do Norte.

Entretanto, derrotar a Revolução Bolivariana através do voto não vinha dando o resultado esperado pela burguesia, tanto local, como internacional.

Perderam todas as eleições que disputaram contra o chavismo. Daí, porque, entendendo que o caminho da democracia não lhes serve, sempre recorrem a ações fascistas, sem tréguas, procurando opções sangrentas, para derrubar um governo e um processo de mudanças, impossíveis de serem colocados abaixo pela via democrática.

Neste instante, o povo venezuelano é vítima de assassinatos fascistas e resiste pelo único caminho que lhe convém, para derrotar as forças antidemocráticas: a consolidação da paz. Sabe que só à direita, ao imperialismo, aos fascistas, convém a violência. Segue a sabedoria de Hugo Chávez que, num momento em que o imperialismo ianque tentava jogar a Venezuela contra a Colômbia, usando seu títere, Álvaro Uribe, sabiamente, soube neutralizar a provocação do governo Bush. E os dois povos irmãos não se viram desunidos, agredindo-se entre si. Uma vitória da América Latina. Uma grande derrota do imperialismo.

O certo, o conclusivo, é que, para as oligarquias do continente, a burguesia internacional e o imperialismo, a Venezuela deve ser o centro de suas conspirações antidemocráticas, por ser este país, no momento, o que mais avançou na luta antiimperialista, juntamente com Cuba, tendo papel importante no avanço das lutas democráticas e progressistas dos povos latino-americanos, com claros progressos rumo à unidade do continente.

Enquanto isso, por seu lado, as forças progressistas, revolucionárias ou não, sabem que solidarizar-se com o povo venezuelano na resistência ao fascismo é defender o direito de os povos latino-americanos serem livres e continuarem sua marcha rumo à democracia plena, por um mundo mais justo e de igualdade.

Cláudio de Lima

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GOLPE EM ANDAMENTO NA VENEZUELA

20/02/2014

O processo golpista nunca saiu de cena na Venezuela. Antidemocrática, por princípio, por condição de classe, a burguesia venezuelana e seus aliados externos, principalmente o imperialismo estadunidense, jamais abririam mão deste caminho, para tentarem derrotar Chávez e seu projeto popular de transformação da ordem político-social. Achavam tais forças que, em 11 de abril de 2002, tinha chegado o momento de concluir sua escalada golpista, tirando o presidente bolivariano do governo. Enganaram-se.

Com o povo na resistência ao golpe, as forças do capital foram derrotadas. Chávez é recolocado em Mira Flores e a Revolução Bolivariana dá novos passos. Crescem a organização e a consciência do povo, e o resultado visível disso foi, em 2005, o enunciado de Hugo Chávez de que o caminho correto para a Venezuela é o socialismo, que ele definiu como Socialismo do Século XXI.

Em decorrência deste avanço do processo revolucionário era de se esperar que as forças golpistas acirrariam mais ainda suas ações antidemocráticas e fascistas, que partiriam para todo tipo de conspiração criminosa, como as diversas formas de boicotes à economia, para jogar a população contra o governo. O que conseguiram até certo ponto; fator determinante para que a vitória de Maduro fosse tão apertada na disputa com Caprilles.

O governo buscou agir contra os criminosos dos boicotes, mas, talvez, não com a contundência necessária a combates contra fascistas. Os inimigos da Revolução, então, foram em frente e, além do crime contra a economia, foram às ruas, cometendo assassinatos. Agiram e agem assim, já sem disfarçarem seu objetivo primeiro: a derrubada do governo.

Equivocadamente, há quem pense que a estratégia escolhida da direita é a de enfraquecer o governo para que este perca eleições futuras, principalmente para a presidência da República. Na verdade, a pretensão fascista é de resultado imediato, a renúncia forçada de Maduro, ou coisa ainda pior: atrair setores militares para tentar pôr fim ao governo bolivariano.

O governo vem agindo corretamente a esta conspiração aberta da direita. Chamou as massas bolivarianas às ruas, em resposta pacífica às ações fascistas, ao mesmo tempo em que não descarta outras formas de defesa do processo democrático do país, evocando, sem parar, a Constituição para isso.

Outro importante acerto de Maduro e outros líderes do processo bolivariano é o de recorrer à solidariedade internacional, não só institucionalizada, de governos, como da ANASUR, CELALC e de outros organismos, mas também de organizações populares da América Latina e de outras partes do mundo.

Assim, como era de se esperar, o isolamento do movimento golpista fascista na Venezuela tende, cada vez mais, a se consumar.

Por outro lado, o governo de Maduro, sem demora, terá que agir pela melhora da economia, não só agindo contra os que conspiram para provocar o caos econômico, como também no sentido das correções necessárias a fim dde conseguir a recuperação econômica do país, em que existe uma das inflações mais altas do mundo (50%), fator mais usado pelos setores golpistas na sua escalada desestabilizadora.

Marcelo Fonseca