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TRAIÇÃO À PETROBRÁS E AO POVO BRASILEIRO

17/02/2015

Durante décadas, principalmente, no período entre 1947 e 1953, o povo brasileiro foi às ruas, através da campanha “O Petróleo é Nosso”, em luta para que nenhum grupo privado nacional ou estrangeiro se apoderasse do petróleo nacional.

Em praticamente quase todos os 1500 municípios da época havia comitês organizados na defesa desta estratégica riqueza do Brasil e de seu povo. Luta, em que patriotas deram o seu sangue e a própria vida pela soberania do nosso país e para que recurso tão importante não caísse em mãos de empresas norte-americanas e inglesas ou de outros grupos econômicos.

Veio a vitória. Era criada a Petrobrás, orgulho de todos nós. Com certeza, foi a maior vitória do nosso povo ao longo da nossa história até o momento.

Contudo, os traidores de sempre, logo após a sua criação, já agiam para destruí-la, entregá-la a multinacionais do petróleo. De uma forma ou de outra, o povo sempre reagiu na defesa do que conquistou patrioticamente e do país.

Veio o golpe civil-militar de 64. Contra a Petrobrás e seu criador, o povo, a ditadura procurou golpeá-la mortalmente. Criou os tais Contratos de Risco, abrindo a exploração do nosso petróleo para mais de 40 empresas privadas, praticamente, quase todas estrangeiras. Um momento de atentado contra a soberania do país e da nossa gente, Felizmente, esta traição fracassou. Não tendo condições de concorrer com a Petrobrás, já portadora de avançada tecnologia de exploração petrolífera no mar, nenhuma delas encontrou, sequer, um litro de petróleo.

Mas, uma traição vingou. Dessa vez, a Petrobrás e o seu criador, o povo, foram derrotados.

Foi a iniciativa criminosa de Fernando Henrique Cardoso e seus apoiadores, que resultou na quebra do monopólio estatal do petróleo, acompanhada da tentativa de privatizar a empresa. Graças a reações patrióticas, não conseguiu FHC que sua traição se tornasse perfeita, que seria a entrega da Petrobrás para empresas internacionais privadas, como a Shell, Esso, Chevron e outras, em obediência a potências imperialistas, principalmente os EUA.

Tendo já entregue patrimônios públicos, estatais, a grupos econômicos estrangeiros e nacionais, FHC fez tudo que lhe foi possível para golpear a Petrobrás e o país. Logo após criar a Lei 9478/97 (Lei da Traição), dando o direito a empresas privadas explorarem o petróleo, praticamente com quase nada em termos de benefícios financeiros para o Estado brasileiro, decidiu ele vender 38% das ações da empresa, na Bolsa de Nova Iorque, e outra quantidade para acionistas privados internos. A Petrobrás ficou com apenas 32% do total do capital, por conseguinte, semiprivatizada. Crime lesa-pátria como este contra a Petrobrás e o povo, e outros do entreguista FHC, levaram muita gente a considerar este tucano como o maior traidor do nosso país e do nosso povo até os dias de hoje.

Com o governo Lula, tentou-se mudar esta situação, conseguindo-se que o governo ficasse com quase 50% do capital total da empresa. Primeiro passo para que ela volte a ser plenamente estatal, de acordo com o desejo do povo, que tanto lutou por isso.

MAIS TRAIÇÃO

A escola da traição não pararia com os crimes do seu grande mestre, FHC. Outros traidores surgiriam. Agora, descobre-se a existência de traidores da Petrobrás e do seu criador dentro da própria empresa. Alguns diretores, que traíram a empresa, o povo e os 86 mil trabalhadores da empresa. Estes, os grandes responsáveis pelo sucesso da Petrobrás, uma das maiores petrolíferas do mundo e orgulho do nosso país.

Este crime de diretores da empresa não só trouxe danos terríveis econômicos, como também imensuráveis prejuízos políticos que têm sido usados por redes de televisão e grandes jornais, velhos opositores à própria existência da Petrobrás, para servir a grupos econômicos internos e externos. Não há mais nenhuma dúvida de que o chamado escândalo do Lava Jato está funcionando como o grande achado destes grupos para tentarem destruir uma empresa de que tanto nosso povo se orgulha. E o Pré-Sal tem grande destaque nesta sanha de traidores do país, sendo cobiçado pelo grande capital petrolífero estrangeiro e por impérios, a serviço dos quais estão todos os tipos de entreguistas, de lesa-pátria.

REAÇÃO PATRIÓTICA

Cresce a reação patriótica a tais atentados à Petrobrás. A começar pela exigência de que a punição dos diversos corruptos, de fora e de dentro da empresa, seja exemplar. Das ações patrióticas não escapará também a mídia, que será condenada moral e politicamente pelo povo, por usar os crimes de corrupção cometidos contra a Petrobrás e seu criador como um meio para destruí-la, a fim de beneficiar multinacionais do petróleo. O que surge da compreensão popular de que nem a grande mídia nem os grupos econômicos, a serviço dos quais ela está, são contra a corrupção coisa nenhuma. Apenas a usam para atingir seus objetivos. Na prática, quando atacam um escândalo, fazem isso, em função de outro escândalo. No caso, o escândalo de destruir a Petrobrás, para beneficiar multinacionais do petróleo. E o pior é que sempre fazem de tudo para esconder este seu objetivo.

Na verdade, só o povo, que não vive de privilégios, é, de fato, contra a corrupção.

Alberto Souza

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DILMA : UM PASSO À DIREITA

17/02/2015

Aconteceram as eleições e, com elas, uma ameaça: os setores do país, mais conservadores, antidemocráticos, de direita, avançaram.

No congresso, acrescentaram aos que já tinham um bom número de novos parlamentares de seu campo político-ideológico, em detrimento do não-retorno de muitos da área progressista.

Elegeram um presidente para a Câmara de Deputados, considerado líder da direita do PMDB, que poderá reforçar seu trabalho de oposição ao governo. E, por fim, conseguiram arrancar da própria presidente o acolhimento, em postos-chave de seu governo, de dois dos seus quadros político-ideológicos: Joaquim Levi, ardente neoliberal, representante do capital financeiro, e Kátia de Abreu, representante do Agronegócio e dos latifundiários como um todo.

De cara, Joaquim Levi, deixou claro para que veio: coerente com os seus princípios, soltou umas das bombas do chamado ajuste fiscal, exatamente contra a classe trabalhadora, como faz qualquer representante da sua escola.

Quanto a Kátia, o MST e outros movimentos em luta pela reforma agrária sabem muito bem o que esperam dela.

Mas, uma pergunta é sempre feita, sob uma certa perplexidade de muitos: o que levou Dilma a dar este passo na direção das forças de direita? Concordo com aqueles que dizem que ela, sentindo-se enfraquecida politicamente, face a avanços das áreas direitistas, inclusive dentro de sua própria base de apoio no Congresso, decidiu acenar positivamente para elas e para o seu feiticeiro supremo, o Mercado.

Outra pergunta: qual está sendo o resultado desta opção? Bom, está claro que a direita acha que tal aceno aos seus interesses ainda é muito pouco e quer mais, chantageando golpisticamente a presidente com ameaça de impeachment.

Assim, Dilma não fica bem com a direita que, ao contrário do que ela esperava, não abre mão de conspirar contra o seu governo. E fica mal com os movimentos sociais que tiveram papel decisivo na sua reeleição.

Desta forma, com este seu passo para a direita, Dilma dá oxigênio às forças de direita e deixa perplexas as forças democráticas e de esquerda, que ficam com dois desafios: derrotar as MPs antipopulares do governo e, ao mesmo tempo, reverter o avanço direitista que, em constantes ações golpistas, atentam contra a democracia.

Do sucesso destes desafios dependem as forças de esquerda, progressistas, para a construção de um projeto político próprio, rumo à eleição de um governo popular.

Antônio de Freitas

 

A DIREITA E A DEMOCRACIA

17/02/2015

A direita é sempre antidemocrática.

Tem mais medo da democracia do que o diabo, da cruz.

Fala em democracia para ficar contra ela.

Sempre se insurge contra o avanço político e democrático do povo.

Para ela, lutar contra a democracia é uma questão de princípio, inerente à sua ideologia.

O setor mais radical da direita perdeu as eleições para presidente em 2014.

De imediato, ficou contra a decisão soberana do povo: não aceitou a derrota.

E fez tudo que lhe foi possível para evitar a posse de Dilma, ao ponto de lideranças do PSDB se juntarem, num só bloco, a grupos fascistas que, entre outros atentados à democracia, defendiam e defendem mais um golpe militar no país.

Dilma tomou posse. A direita se acalmaria frente ao fato consumado? Quem acreditou nisso estava cheio de ilusões, pois o golpismo direitista mantém-se em evidência sem trégua. E apelida seu golpismo de impeachment.

Acho que esta escalada golpista do que existe de mais reacionário, conservador, no momento, não terá maior receptividade junto à população, mas isso não autoriza a que as forças democráticas abram mão de agir contra ela, através de denúncias, discussões e mobilizações organizadas.

Quando me refiro a forças democráticas, não considero apenas as que apoiam o governo Dilma, mas também a todos os setores de esquerda que lhe fazem oposição, mas que, por uma questão de princípio fundamental, estão comprometidos com a luta para evitar um retrocesso político e suas graves consequências no país.

Sem a derrota das forças de direita, o avanço democrático não é possível.

Roberto Silva