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PETROBRÁS : UMA GRANDE FILHA DO POVO BRASILEIRO VÍTIMA DE TRAIÇÃO.

26/07/2016

Anos 40 e 50. Milhões de patriotas em todo o país, na defesa da soberania nacional, em luta para que o Brasil fosse dono de seu petróleo. Tudo para que nosso país não se tornasse uma colônia dos Estados Unidos ou de outra potência. Tudo para que nosso petróleo não caísse nas mãos da Standard Oil (Esso) e Shell. Era a campanha “O Petróleo é Nosso”. Patriotas dos diversos partidos, das diversas posições político-ideológicas, foram às ruas nessa luta. Bastava ser patriota, defender um Brasil soberano, para poder participar dessa luta histórica, inesquecível.

Prisões e torturas contra patriotas ocorriam de forma constante nessa batalha. Sangue de nacionalistas, de patriotas, foi derramado. Os inimigos do povo e do Brasil foram derrotados. Em 1953 é aprovada a lei do monopólio estatal do petróleo. E logo é criada a Petrobrás. Uma filha das lutas do nosso povo que muito nos têm orgulhado. Avançou tanto na sua capacidade de exploração de petróleo, que há muito tempo vem-se impondo como a petroleira mais competente do mundo em tecnologia de exploração petrolífera em águas profundas. E tem contribuído tanto com o desenvolvimento econômico-industrial brasileiro, que já chegou a ser responsável por 13% do PIB.

A maior façanha da Petrobrás foi a descoberta do Pré-Sal, depois de 30 anos de pesquisas, sem ter contado com a colaboração de qualquer petroleira estrangeira. A maior reserva de petróleo descoberta nos últimos anos em todo o mundo, de onde já se tiram 40% da produção nacional. Uma produção de baixo custo: 8 dólares o barril.

É esta filha de lutas heroicas do nosso povo que traidores, liderados por José Serra, querem destruir, a começar pela quebra da exclusividade que ela tem como empresa operadora na exploração de petróleo na lei atual, garantindo seu papel decisivo no desenvolvimento de indústrias afins e na criação de milhares de empregos para nossa população. São José Serra e outros traidores que também querem tirar o direito de a Petrobrás ter no mínimo 30% de participação nos contratos de exploração do Pré-Sal. A privatização da Petrobrás e do Pré-Sal é um dos objetivos do golpe de estado de 17 de abril passado. Golpe é para isso, para grandes crimes contra o país e o povo, como o de 64.

Empresas que não gastaram sequer um real para a descoberta do Pré-Sal, como a Chevron, Esso e outras, agora, estão de olhos nessa riqueza monumental, ansiosas por reservas petrolíferas a que praticamente já não têm acesso em todo o mundo, devido às lutas patrióticas que cada país desenvolve para ter direito à sua soberania. Querem uma riqueza de zero risco de investimento. E a exploração do Pré-Sal é deste tipo

Sendo a Petrobrás filha da luta do povo, cabe a ele defender sua criatura. Uma nova campanha “O Petróleo é Nosso” é urgente.

Todas as forças patrióticas, nacionalistas, devem unir-se para derrotar os colonialistas, os lesa-pátria, agentes declarados de potências estrangeiras, em ação para se apoderarem de nossa principal empresa e do Pré-Sal. Como aconteceu na heroica campanha “O Petróleo é Nosso”, em praticamente todos os estados e nos 1500 municípios brasileiros da época, comitês de defesa do petróleo e da Petrobrás devem ser organizados em todo o país. As diversas formas de luta devem ser usadas, como palestras em escolas, em sindicatos, em movimentos sociais e, principalmente, manifestações de rua.

Um povo unido é imbatível.

Cláudio de Lima

E AGORA, SÉRGIO MORO ?

08/07/2016

Moro, você tem sido tratado como o João Valentão da moralização do país. Aplausos não lhe faltam. Com um poder sem limite, de Estado de Exceção, tem podido fazer o que deve e o que não deve, legal ou ilegalmente. Praticamente, tem ido para o vale-tudo. Prende, solta, faz busca coercitiva, em desrespeito à lei, como a de Lula, contribuindo para insuflar ações de xingadores de rua. Com você, Moro, legalidade e ilegalidade se confundem. Até mesmo a conversa de uma presidenta é gravada e vazada por decisão sua. Acha-se o todo poderoso. Moro, o PT diz que todo a sua valentia é, na realidade, contra ele. Tudo pelo sucesso das forças golpistas, antidemocráticas. Tudo pela ascensão das forças conservadoras e obscurantistas. Há quem diga, Moro, que o curso que você fez nos Estados unidos não se deu por acaso.

Moro, seu trabalho, de pontos aprováveis e pontos inaceitáveis, como se não estivéssemos em Estado de Direito, trouxe o seu resultado, esperado pelas forças do golpe à democracia. Uma presidente foi deposta, não pelos seus erros, mas, com certeza, pelos seus acertos, poucos ou muitos. Um dos acertos dela, Moro, foi apoiar o seu trabalho no que este tem de correto, não se preocupando ela em passar a mão sobre a cabeça deste ou daquele acusado, independentemente do partido a que é filiado. Tão evidente isso, Moro, que investigadores ligados a você chegaram a dizer que as investigações de denúncias de crime feitas durante os governos petistas seriam praticamente impossíveis durante o governo de FHC.

Moro, hoje é notório – ninguém mais desconhece este dado – que um dos maiores motivos usados pelas forças golpistas para deporem a presidente Dilma foi o fato de ela ter apoiado o seu trabalho e a Lava Jato, apesar de ilegalidades cometidas por você.

O conjunto de corruptos jamais aceitaria uma presidente que não os protege, que apoia investigações de qualquer denunciado de corrupção, de qualquer filiação partidária. Corruptos não brincam em serviço. 

Bom, Moro, agora o quadro se complicou para o seu lado. A Grande Quadrilha, liderada por um Al Capone de parlamento, composta, na verdade, pela quase totalidade dos acusados de corrupção, é peso pesado. É formada de corruptos herdeiros de um gangsterismo de séculos e da Casa Grande, colonialistas a serviço dos Estados Unidos e outros impérios, dispostos a botar a classe trabalhadora de joelhos. Gente, Moro, que acha que você e a Lava-Jato já cumpriram o seu dever, tendo exercido papel decisivo para a efetivação do impeachment golpista. 

Contudo, Moro, você é cobrado pela opinião pública democrática para que resista à Grande Quadrilha, indo além de sua ideologia conservadora e dos grupos organizados que agem contra a democracia. Um cerco a você, Moro. Democratas de um lado, golpistas do outro. Todos de “olho no senhor !”

E agora, Moro?  A Grande Quadrilha já disse que não está para brincadeira, que quem manda, manda, quem não manda obedece. As advertências são muitas, Moro. Você viu o recado que Jucá e sua tropa lhe mandaram? Só faltaram dizer-lhe que uma coisa é atacar o PT, outra é atacar corruptos neocolonialistas, agentes do grande capital.

Moro, é claro que a Grande Quadrilha é muito maior que o PT, mas o povo brasileiro, os patriotas e democratas do país são muito maiores que ela. Você sabe disso.

Os recados da Grande Quadrilha a você não param, Moro. Ela deixa claro, por exemplo, que ou Janot entra na linha ou se dana. Perde o mandato. Moro, e o projeto em tramitação no Congresso, objetivando limitar o poder de decisão de quem investiga? Mais um aviso! Cuidado, Moro! Não brinque com o povo! Se você recuar, deixar de resistir à ofensiva da Grande Quadrilha, haverá mais gente na rua contra você e os quadrilheiros do que a quantidade de pessoas que foram à Av. Paulista defender o impeachment golpista depois da prisão ilegal de Lula. 

Moro, e agora ?

Roberto Silva