O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E O GOLPE

Como Eduardo Cunha era acusado de claros crimes de corrupção, ficava claro que ele não tinha condições de estar à frente do processo de impeachment da presidente Dilma, na condição de presidente da Câmara dos Deputados. Aguardava-se, assim, que o STF o afastasse do cargo, face a fato tão óbvio. Lamentavelmente, não o fez. E o golpe parlamentar acabou se efetuando sob a direção do Al Capone brasileiro.

Agora, mais uma do STF : Renan Calheiros deveria ser afastado da presidência do Senado, por ser réu em processos contra si. Foi mantido no cargo.

Por quê ? Bom, se Calheiros saísse da função de presidente do Senado, com certeza – a PEC 55, de retirada de recursos para a Educação e a Saúde, portanto, uma iniciativa criminosa contra a classe trabalhadora – não entraria em votação. Desta forma, manter Renan à frente do Senado significava garantir a aprovação de tal projeto dos banqueiros e outros grandes grupos econômicos, com os quais o governo golpista está comprometido. Assim sendo, ao votar pela permanência de Calheiros, no comando do Senado, apesar das acusações de crimes existentes contra ele, a maioria do STF, por tabela, votou na PEC 55, contra os interesses do povo brasileiro.

Na realidade, com essas e outras, o STF deixa claro de que lado está. Oxalá, frente a este fato, muita gente passe a entender o caráter de classe do Poder Judiciário na sociedade capitalista, inclusive, por que a burguesia o criou, consoante seus interesses.

Roberto Silva

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