DILMA SE JUNTA A SERRA E PSDB CONTRA A PETROBRÁS

Há muita gente em luta contra o impeachment de Dilma, gente que a apoia, gente que não a apoia. A ordem é a defesa da democracia, contra os golpistas e fascistas de todos os tipos. Mas, a preocupação central de Dilma para salvar seu governo não é apoiar-se nos movimentos populares e democráticos como um todo. Muito pelo contrário, quer evitar sua queda, aproximando-se cada vez mais das forças de direita, do que há de pior contra nosso povo. Seu primeiro grande passo nessa direção foi a nomeação do banqueiro, Joaquim Levy, para o comando do Ministério da Fazenda, no ano passado, deixando banqueiros em regozijo. Agora, está ela prestes a enviar ao Congresso projeto de reforma da Previdência, em claro atentado a conquistas da classe trabalhadora, cujo objetivo mais conhecido é aumentar a idade mínima para a aposentadoria. Projeto que já conta com o apoio do PSDB, desde que o PT participe desta punhalada contra o conjunto de trabalhadores brasileiros. Na quarta-feira passada, dia 24/2, Dilma foi além dos limites imagináveis, mostrando que seu governo está-se fundindo a passos largos com os setores inimigos do país e do nosso povo: concordou com o projeto lesa-pátria de José Serra – que foi aprovado no Senado – buscando entregar o petróleo do Pré-sal a multinacionais petrolíferas, como a Chevron, Esso, Shell e outras, não só retirando a condição da Petrobrás de operadora única, mas também a garantia de participar com, no mínimo, 30% dos contratos de exploração e produção de petróleo. O crime é tamanho, que um governo de plantão qualquer, entreguista e neocolonialista por convicção, passa a ter a possibilidade clara de praticamente privatizar a Petrobrás na hora que bem quiser. É Dilma agindo abertamente a favor de um processo de enfraquecimento e privatização da Petrobrás, em etapas, que começou com Fernando Henrique Cardoso, o maior traidor do Brasil e de seu povo até o momento. É Dilma se juntando a Serra, Renan Calheiros, Caiado e outros entreguistas, tirando o petróleo do Pré-sal das mãos da empresa que o descobriu – depois de mais de 30 anos de pesquisas em águas profundas – entregando-o a quem nada gastou para a maior descoberta de petróleo dos últimos tempos. Uma reserva que poderá chegar a 300 bilhões de barris. É Dilma a serviço de petroleiras internacionais que, praticamente, quase já não têm reservas petrolíferas em todo o mundo e que, por isso, veem a possibilidade de se apoderar do petróleo brasileiro, compensando o que perderam mundialmente, devido à estatização desta riqueza em quase todo o Planeta. É Dilma colocando petróleo do Pré-sal em mãos de multinacionais que se assanham com o baixo custo de produção de petróleo no Pré-sal – oito dólares – ao passo que, para conseguirem um barril de petróleo pelo mundo a fora, têm de arcar com um custo de produção de, no mínimo, 15 dólares. Enfim, é Dilma ao lado dos que sempre atentaram e atentam contra a soberania do Brasil, tratando nosso país como se fosse uma neocolônia, como se o povo brasileiro não tivesse o direito de ser dono de suas riquezas, mormente de uma área tão estratégica como a petrolífera. O que nos resta, agora, é que as forças nacionalistas, patrióticas, retomem a luta, voltem às ruas, contra esta vitória dos neocolonialistas, buscando salvar uma empresa conquistada pelo nosso povo em luta, na histórica campanha “O Petróleo é Nosso”, derrotando os entreguistas daquela época. Lamento que Dilma não prefira recorrer ao povo para salvar o seu mandato!

Dionísio Fragoso

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