TRAIÇÃO À PETROBRÁS E AO POVO BRASILEIRO

Durante décadas, principalmente, no período entre 1947 e 1953, o povo brasileiro foi às ruas, através da campanha “O Petróleo é Nosso”, em luta para que nenhum grupo privado nacional ou estrangeiro se apoderasse do petróleo nacional.

Em praticamente quase todos os 1500 municípios da época havia comitês organizados na defesa desta estratégica riqueza do Brasil e de seu povo. Luta, em que patriotas deram o seu sangue e a própria vida pela soberania do nosso país e para que recurso tão importante não caísse em mãos de empresas norte-americanas e inglesas ou de outros grupos econômicos.

Veio a vitória. Era criada a Petrobrás, orgulho de todos nós. Com certeza, foi a maior vitória do nosso povo ao longo da nossa história até o momento.

Contudo, os traidores de sempre, logo após a sua criação, já agiam para destruí-la, entregá-la a multinacionais do petróleo. De uma forma ou de outra, o povo sempre reagiu na defesa do que conquistou patrioticamente e do país.

Veio o golpe civil-militar de 64. Contra a Petrobrás e seu criador, o povo, a ditadura procurou golpeá-la mortalmente. Criou os tais Contratos de Risco, abrindo a exploração do nosso petróleo para mais de 40 empresas privadas, praticamente, quase todas estrangeiras. Um momento de atentado contra a soberania do país e da nossa gente, Felizmente, esta traição fracassou. Não tendo condições de concorrer com a Petrobrás, já portadora de avançada tecnologia de exploração petrolífera no mar, nenhuma delas encontrou, sequer, um litro de petróleo.

Mas, uma traição vingou. Dessa vez, a Petrobrás e o seu criador, o povo, foram derrotados.

Foi a iniciativa criminosa de Fernando Henrique Cardoso e seus apoiadores, que resultou na quebra do monopólio estatal do petróleo, acompanhada da tentativa de privatizar a empresa. Graças a reações patrióticas, não conseguiu FHC que sua traição se tornasse perfeita, que seria a entrega da Petrobrás para empresas internacionais privadas, como a Shell, Esso, Chevron e outras, em obediência a potências imperialistas, principalmente os EUA.

Tendo já entregue patrimônios públicos, estatais, a grupos econômicos estrangeiros e nacionais, FHC fez tudo que lhe foi possível para golpear a Petrobrás e o país. Logo após criar a Lei 9478/97 (Lei da Traição), dando o direito a empresas privadas explorarem o petróleo, praticamente com quase nada em termos de benefícios financeiros para o Estado brasileiro, decidiu ele vender 38% das ações da empresa, na Bolsa de Nova Iorque, e outra quantidade para acionistas privados internos. A Petrobrás ficou com apenas 32% do total do capital, por conseguinte, semiprivatizada. Crime lesa-pátria como este contra a Petrobrás e o povo, e outros do entreguista FHC, levaram muita gente a considerar este tucano como o maior traidor do nosso país e do nosso povo até os dias de hoje.

Com o governo Lula, tentou-se mudar esta situação, conseguindo-se que o governo ficasse com quase 50% do capital total da empresa. Primeiro passo para que ela volte a ser plenamente estatal, de acordo com o desejo do povo, que tanto lutou por isso.

MAIS TRAIÇÃO

A escola da traição não pararia com os crimes do seu grande mestre, FHC. Outros traidores surgiriam. Agora, descobre-se a existência de traidores da Petrobrás e do seu criador dentro da própria empresa. Alguns diretores, que traíram a empresa, o povo e os 86 mil trabalhadores da empresa. Estes, os grandes responsáveis pelo sucesso da Petrobrás, uma das maiores petrolíferas do mundo e orgulho do nosso país.

Este crime de diretores da empresa não só trouxe danos terríveis econômicos, como também imensuráveis prejuízos políticos que têm sido usados por redes de televisão e grandes jornais, velhos opositores à própria existência da Petrobrás, para servir a grupos econômicos internos e externos. Não há mais nenhuma dúvida de que o chamado escândalo do Lava Jato está funcionando como o grande achado destes grupos para tentarem destruir uma empresa de que tanto nosso povo se orgulha. E o Pré-Sal tem grande destaque nesta sanha de traidores do país, sendo cobiçado pelo grande capital petrolífero estrangeiro e por impérios, a serviço dos quais estão todos os tipos de entreguistas, de lesa-pátria.

REAÇÃO PATRIÓTICA

Cresce a reação patriótica a tais atentados à Petrobrás. A começar pela exigência de que a punição dos diversos corruptos, de fora e de dentro da empresa, seja exemplar. Das ações patrióticas não escapará também a mídia, que será condenada moral e politicamente pelo povo, por usar os crimes de corrupção cometidos contra a Petrobrás e seu criador como um meio para destruí-la, a fim de beneficiar multinacionais do petróleo. O que surge da compreensão popular de que nem a grande mídia nem os grupos econômicos, a serviço dos quais ela está, são contra a corrupção coisa nenhuma. Apenas a usam para atingir seus objetivos. Na prática, quando atacam um escândalo, fazem isso, em função de outro escândalo. No caso, o escândalo de destruir a Petrobrás, para beneficiar multinacionais do petróleo. E o pior é que sempre fazem de tudo para esconder este seu objetivo.

Na verdade, só o povo, que não vive de privilégios, é, de fato, contra a corrupção.

Alberto Souza

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