DILMA E A GLOBO

Apesar de Dilma ser acusada por setores de esquerda de que nada faz pela democratização da mídia – favorecendo, assim, a Rede Globo, que se mantém como o grande monopólio dos meios de comunicação, levando aos lares brasileiros opiniões e pensamento únicos, num claro desrespeito à liberdade de pensamento dos que não concordam com interesses que ela representa – não escapa a candidata do PT ao ataque globista. Como se explica este ataque, se, tanto no governo de Lula como no de Dilma, o agronegócio, os banqueiros e as construtoras, dos quais a Rede Globo é um grande instrumento, foram os setores que mais ganharam dinheiro? É que, para este monopólio televisivo, nem Lula nem Dilma atingiram o nível cem por cento pretendido, tanto pela grande mídia, como por uma parte dos grupos econômicos, principalmente os estrangeiros. Não acha a Rede Globo que Lula e Dilma fazem políticas fundamentalmente antineoliberais, antiprivatizantes, mas percebe que, tanto o neoliberalismo, como a política entreguista por meio de privatizações, no governo petista, não foram levados às últimas consequências como no governo FHC. O que já é o suficiente para que se oponha à candidatura petista. Para quem acha que uma conquista do povo brasileiro, como a Petrobrás, e outras estatais devem ser entregues ao capital privado, principalmente ao internacional, não ser privatista, ou menos privatista, é inaceitável.

Além deste motivo central, há outros que levam a Globo a não vacilar na sua oposição à candidatura de Dilma. Um é que Dilma é candidata de um partido que vem defendendo a democratização da mídia, e isso significa querer quebrar o monopólio midiático, um desastre para uma rede de televisão quase única no país; outro é que há setores de apoio ao governo federal que primam pelo aprofundamento do avanço democrático do país. Coisa inaceitável por uma empresa de televisão forjada pela ditadura civil-militar, portanto, instrumento do que existe de mais de direita, de antipovo, no Brasil.

Os grupos econômicos têm medo do avanço democrático como o diabo, da cruz, porque têm medo do povo.

A FILHOTONA DA DITADURA IRIA MAIS LONGE!

A luta política traz dúvidas e certezas. Se a sanha da Globo acontece com o PT, que não pode ser chamado de partido anticapitalista, imaginemos o que aconteceria se Dilma fosse candidata, bem votada, de forças ou partidos que lutam pelo socialismo. Com certeza, a Filhotona da ditadura faria o chamamento a um golpe fascista, como fez a grande mídia na preparação do golpe de 64, não obstante Jango Goulart não ter sido revolucionário ou socialista, apenas defensor de um projeto popular de reformas.

Antônio de Freitas

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