GOLPE: DIREITA CONTRA OS POVOS DA AMÉRICA LATINA.

Com o surgimento de Hugo Chávez – mais um líder libertador de nosso continente, desta América Latina ávida de liberdade, de justiça, de um sistema social fundamentado na igualdade, de uma democracia de protagonismo popular – ganhou as ruas, como nunca, a consciência dos povos latino-americanos de que, só através de sua unidade continental, inspirados nos sonhos de Bolívar, de Fidel, de Mariátegui, de San Martín e tantos outros, poderiam tornar-se livres, material e espiritualmente, da dominação de impérios, mormente do imperialismo estadunidense. Com Chávez expressando a todo momento seu sentimento de amor, não só pela gente de seu país, como também de toda a grande nação latino-americana, propondo e procurando pôr em prática medidas necessárias a todos os povos, vitórias foram acontecendo. Por um lado, dando o mais importante exemplo, o líder da Revolução Bolivariana procurou melhorar a vida de milhões de venezuelanos, com avanços no bem-estar material de seu povo, ao lado de progresso gigantesco na área do conhecimento, a começar, ao se conseguir, já nos seus primeiros anos de governo, o fim do analfabetismo em todo o território venezuelano.

Cada vez mais, a liderança de Chávez se agigantava em nosso continente, fator decisivo para que crescessem a consciência e organização antiimperialista em toda a América Latina. Suas campanhas de unidade de nossos povos acabariam por trazer resultados não imagináveis há alguns anos atrás. Surgem, assim, a ANASUR, a CELAC e a ALBA. Verdadeiras vitórias do programa integracionista do nosso continente.

Essas vitórias da América Latina deixaram perplexas as potências imperialistas, pois jamais imaginariam que, com relativa rapidez, aparecessem tantas iniciativas unificadoras das populações latino-americanas, tendo o país de maior reserva de petróleo do mundo como o seu principal protagonista. Teriam tais impérios de agir sem trégua, principalmente contra a Revolução Bolivariana e seu líder. O que explica a sua participação, de uma forma ou de outra, no golpe de 2002, quando Chávez foi deposto por alguns dias, tendo voltado ao comando do país graças à resistência popular aos golpistas e, principalmente, ao imperialismo norte-americano.

Tendo a Venezuela, em tal conjuntura internacional, se tornado o centro das lutas, antiimperialistas e pelo socialismo, no continente latino-americano, com inegável repercussão em outras partes do mundo, derrotá-la tornou-se a grande obsessão da direita venezuelana e do resto da burguesia da América Latina, com o apoio financeiro da potência capitalista do Norte.

Entretanto, derrotar a Revolução Bolivariana através do voto não vinha dando o resultado esperado pela burguesia, tanto local, como internacional.

Perderam todas as eleições que disputaram contra o chavismo. Daí, porque, entendendo que o caminho da democracia não lhes serve, sempre recorrem a ações fascistas, sem tréguas, procurando opções sangrentas, para derrubar um governo e um processo de mudanças, impossíveis de serem colocados abaixo pela via democrática.

Neste instante, o povo venezuelano é vítima de assassinatos fascistas e resiste pelo único caminho que lhe convém, para derrotar as forças antidemocráticas: a consolidação da paz. Sabe que só à direita, ao imperialismo, aos fascistas, convém a violência. Segue a sabedoria de Hugo Chávez que, num momento em que o imperialismo ianque tentava jogar a Venezuela contra a Colômbia, usando seu títere, Álvaro Uribe, sabiamente, soube neutralizar a provocação do governo Bush. E os dois povos irmãos não se viram desunidos, agredindo-se entre si. Uma vitória da América Latina. Uma grande derrota do imperialismo.

O certo, o conclusivo, é que, para as oligarquias do continente, a burguesia internacional e o imperialismo, a Venezuela deve ser o centro de suas conspirações antidemocráticas, por ser este país, no momento, o que mais avançou na luta antiimperialista, juntamente com Cuba, tendo papel importante no avanço das lutas democráticas e progressistas dos povos latino-americanos, com claros progressos rumo à unidade do continente.

Enquanto isso, por seu lado, as forças progressistas, revolucionárias ou não, sabem que solidarizar-se com o povo venezuelano na resistência ao fascismo é defender o direito de os povos latino-americanos serem livres e continuarem sua marcha rumo à democracia plena, por um mundo mais justo e de igualdade.

Cláudio de Lima

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: