GOLPE EM ANDAMENTO NA VENEZUELA

O processo golpista nunca saiu de cena na Venezuela. Antidemocrática, por princípio, por condição de classe, a burguesia venezuelana e seus aliados externos, principalmente o imperialismo estadunidense, jamais abririam mão deste caminho, para tentarem derrotar Chávez e seu projeto popular de transformação da ordem político-social. Achavam tais forças que, em 11 de abril de 2002, tinha chegado o momento de concluir sua escalada golpista, tirando o presidente bolivariano do governo. Enganaram-se.

Com o povo na resistência ao golpe, as forças do capital foram derrotadas. Chávez é recolocado em Mira Flores e a Revolução Bolivariana dá novos passos. Crescem a organização e a consciência do povo, e o resultado visível disso foi, em 2005, o enunciado de Hugo Chávez de que o caminho correto para a Venezuela é o socialismo, que ele definiu como Socialismo do Século XXI.

Em decorrência deste avanço do processo revolucionário era de se esperar que as forças golpistas acirrariam mais ainda suas ações antidemocráticas e fascistas, que partiriam para todo tipo de conspiração criminosa, como as diversas formas de boicotes à economia, para jogar a população contra o governo. O que conseguiram até certo ponto; fator determinante para que a vitória de Maduro fosse tão apertada na disputa com Caprilles.

O governo buscou agir contra os criminosos dos boicotes, mas, talvez, não com a contundência necessária a combates contra fascistas. Os inimigos da Revolução, então, foram em frente e, além do crime contra a economia, foram às ruas, cometendo assassinatos. Agiram e agem assim, já sem disfarçarem seu objetivo primeiro: a derrubada do governo.

Equivocadamente, há quem pense que a estratégia escolhida da direita é a de enfraquecer o governo para que este perca eleições futuras, principalmente para a presidência da República. Na verdade, a pretensão fascista é de resultado imediato, a renúncia forçada de Maduro, ou coisa ainda pior: atrair setores militares para tentar pôr fim ao governo bolivariano.

O governo vem agindo corretamente a esta conspiração aberta da direita. Chamou as massas bolivarianas às ruas, em resposta pacífica às ações fascistas, ao mesmo tempo em que não descarta outras formas de defesa do processo democrático do país, evocando, sem parar, a Constituição para isso.

Outro importante acerto de Maduro e outros líderes do processo bolivariano é o de recorrer à solidariedade internacional, não só institucionalizada, de governos, como da ANASUR, CELALC e de outros organismos, mas também de organizações populares da América Latina e de outras partes do mundo.

Assim, como era de se esperar, o isolamento do movimento golpista fascista na Venezuela tende, cada vez mais, a se consumar.

Por outro lado, o governo de Maduro, sem demora, terá que agir pela melhora da economia, não só agindo contra os que conspiram para provocar o caos econômico, como também no sentido das correções necessárias a fim dde conseguir a recuperação econômica do país, em que existe uma das inflações mais altas do mundo (50%), fator mais usado pelos setores golpistas na sua escalada desestabilizadora.

Marcelo Fonseca

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