HAITI – ALEXANDRE PETIÓN (1770-1818)

CONTEXTO:

– Mundial: Os Estados Unidos emergem como nova potência.

– América Latina: Tempos de lutas de emancipação.

– Haiti: A ilha La Española estava dividida entre Espanha e França. Os Estados Unidos proíbem o comércio com a nova república haitiana.

 

ANTECEDENTES:

– A Revolução Francesa de 1789 tinha enviado uma onda de otimismo às suas colônias. As bandeiras de Igualdade, Liberdade e Fraternidade foram erguidas pelo povo do Haiti, ainda que a Metrópole não aplicasse esses princípios às suas colônias.

 

DADOS BIOGRÁFICOS:

– No final do século XVIII e no começo do século XIX, muitos homens lutaram pela independência do Haiti. Entre eles, estava Alexandre Petión. Petión é considerado como o Fundador da República do Haiti. Nasceu em Porto Príncipe, em 2 de abril de 1770, filho de pai francês e de mãe negra. Aos 18 anos, realizou estudos militares na Academia Militar de Paris. Participou da expulsão dos ingleses da ilha (1798). Retornou do exílio em 1802 com as tropas francesas de Leclerc, mas se juntou aos patriotas, porque temia a volta da escravidão. Junto a Jean-Jacques Dessaline, Petión organizou a independência do Haiti, a primeira da Nossa América, declarada em 1.º de janeiro de 1804. Depois da morte de Dessaline, Petión foi eleito presidente da primeira república negra do mundo, em 9 de março de 1806, cargo que ocupou até sua morte, em 29 de março de 1818. Durante seu governo, o Haiti começou a ajudar os seus vizinhos da América do Sul a obterem sua liberdade.

 

SÍNTESE DE SUA ATUAÇÃO:

– Em seu mandato, confiscou as plantações dos franceses; dividiu as terras entre seus soldados e camponeses; baixou o preço delas e deu liberdade plena ao seu povo.

Petión forneceu os meios de que Bolívar precisava para ir em frente na sua campanha libertadora: dinheiro, armas, víveres, munições e também soldados voluntários haitianos para participarem de sua luta. Contudo, procurou evitar o protagonismo. Temia que os espanhóis incentivassem uma represália dos franceses no Haiti. Petión não só deu apoio militar, mas também a estratégia política para o triunfo, ao solicitar a Bolívar a abolição da escravatura. Bolívar cumpriu. Diante dos legisladores do Congresso de Angostura, o Libertador lhes disse: “Imploro-lhes pelo fim da escravidão como o faria pela minha própria vida.” Os negros de Boves, antes contra o Libertador, passaram de imediato para o exército patriota. O espírito de Alexandre Petión viveu a façanha libertadora, desde seu início até o seu final. Os soldados haitianos integraram o exército de Bolívar no Alto Peru e tiveram um papel destacado na batalha de Ayacucho. O apego de Petión à justiça o impulsionou a enviar carregamentos de café e alimentos à resistência do povo grego, que lutava contra a dominação do Império Turco. Recebeu exilados políticos de todo o continente, entre eles, o coronel Manuel Dorrego, expulso de sua terra durante as lutas civis do Rio da Prata.

Em correspondência entre Bolívar e Petión, ficou claro que este último se negava a que Bolívar o apresentasse ao mundo como “autor de nossa liberdade”.

 

SÍNTESE DE SEU PENSAMENTO:

Depois de sua viagem ao Haiti, Simón Bolívar incorpora à causa da independência a luta pela igualdade, fortalecendo o conteúdo social do seu programa, contando, em decorrência, com mais apoio de gente do povo. O apoio material foi muito importante, porém, a contribuição ideológica de Petión foi determinante: unir as idéias de igualdade e liberdade.

Desde esse momento, a façanha bolivariana, ao assumir contendas nacional e social, comoveu o continente. Petión, acossado pelas grandes potências, estava convencido de que somente a independência de toda a América garantiria a do Haiti.

 

CITAÇÕES IMPORTANTES:

O Libertador, ao render homenagem, disse a populações da Venezuela, em 22 de outubro de 1818… ”Perdida Venezuela e Nova Granada, a ilha do Haiti me recebeu com hospitalidade: o magnânimo presidente Petión me deu sua proteção e, sob seus auspícios, formei uma expedição de 300 homens comparáveis em valor, patriotismo e virtude aos companheiros de Leônidas…”

 

TRANSCENDÊNCIA:

O líder haitiano é precursor da causa emancipadora, e suas idéias igualitárias servem de base para a construção dos ideais socialistas.

Comitê Bolivariano de São Paulo

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