Guatemala – Jácobo Arbenz Guzmán (1913-1971) (Equipe Emancipación)

Jacobo Arbenz Guzmán nasceu a 14 de setembro de 1913, na cidade de Quezaltenango. Era filho do suíço, Jacobo Arbenz, e de Octavia Guzmán, guatemalteca. Realizou seus estudos primários em sua cidade natal.

Em 1932, aos 19 anos de idade, ingressou na Escola Politécnica da capital, como cadete bolsista. Foi aluno distinguido e depois se dedicou ao estudo dos problemas sociais, políticos e econômicos da Guatemala. Contraiu matrimônio com a senhora Villanova de Arbenz.

Estudou e foi instrutor na Academia Militar. Foi um dos principais membros da Revolução de Outubro de 1944, levante cívico-militar que convocou as primeiras eleições livres realizadas na Guatemala em meio século. Integrou o gabinete do presidente Juan José Arévalo, como ministro da defesa, e em 1950, com forte apoio popular, triunfou nas eleições presidenciais.

Em fevereiro de 1954, expropria as terras da United Fruit ao longo da linha da ferrovia e instaura um modesto imposto sobre as exportações de banana para financiar programas sociais. Afetada a United Fruit pela reforma agrária arbencista, os EUA criaram um inimigo na Guatemala: o comunismo internacional e a desculpa para derrubá-lo.

Foi deposto por um golpe de estado orquestrado pela CIA. Em 27 de junho de 1957, viu-se forçado a renunciar, para que a agressão armada – iniciada 10 dias antes a partir do território hondurenho, por um grupo de paramilitares apoiados pelos Estados Unidos – fosse detida. Seu governo foi substituído por uma brutal ditadura militar dirigida por Carlos Castillo Armas.

 “É preferível minha renúncia a vinte anos de tirania fascista e sangrenta, sob o poder dos bandos que Castillo Armas trouxe”, disse.

Morreu em 27 de janeiro de 1971, durante seu exílio no México.

Sua luta

Arbenz, em toda a sua atuação, defendeu a soberania da Guatemala ante as ameaças imperialistas norte-americanas. Trabalhou pela sua independência econômica, enfatizando a necessidade de controlar o capital estrangeiro, para que fosse admitido só na medida em que o mesmo se ajustasse às condições locais, permanecesse sempre subordinado às leis guatemaltecas, cooperasse com o desenvolvimento do país e se abstivesse de intervir em sua vida social e política.

Defendeu que fossem abolidas as formas de servidão, as prestações gratuitas e os repartimentos de indígenas e, assim, iniciou o processo de recuperação dos direitos dos povos pré-colombianos. Também, pôs em marcha uma ambiciosa reforma agrária, inspirada na mexicana, com a qual pretendia dotar de terras os camponeses pobres.

Até sua renúncia, Arbenz assinou expropriações de meio milhão de hectares ociosos, o que significou que 500 mil camponeses foram beneficiados, outorgando-se a eles (para fomento do mercado interno) créditos de 18 milhões de dólares. O produto bruto, o consumo pessoal e a importação de maquinários (três itens em ascensão) demonstravam a eficácia do plano.

“Os camponeses nos apóiam porque não são um apêndice, porque o Governo não é um instrumento de repressão a serviço dos inimigos da Guatemala… pelo programa de reforma agrária e porque temos posto os pingos nos ii da companhia fruteira, que trata de nos apertar o pescoço porque a reforma agrária é o primeiro passo para nossa independência política e econômica”, declarou.

Além de quebrar o monopólio das multinacionais, United Fruit Company e Bond and Share, ele levou adiante um programa de construção de estradas e ferrovias que rompia com a hegemonia da companhia norte-americana IRCA neste setor. Impulsionou grandes obras de infra-estrutura que modernizaram o país: a construção da Estrada ao Atlântico e a Hidroelétrica Jurúm-Marinalá.

 “A Guatemala é da Guatemala e não de interesses estrangeiros. A pátria é nossa, e vocês e nós a defenderemos polegada por polegada.”

Dados biográficos:

Militar de idéias revolucionárias. Nasceu a 14 de setembro de 1913. Em 1932, ingressou na Escola Politécnica da capital, sendo cadete bolsista. Foi aluno distinguido; dedicou-se ao estudo dos problemas sociais, políticos e econômicos.

Foi um dos principais membros da Revolução de Outubro de 1944, na patente de tenente-coronel. Ministro da Defesa de Juan José Arévalo (1944-1951). Presidente da Guatemala de 1951 a 1954. Foi derrubado por um golpe de estado orquestrado pela CIA, que o substituiu por uma brutal ditadura militar dirigida por Carlos Castillo Armas. Renuncia em 27 de junho de 1954, com a intenção de deter a agressão armada, iniciada 10 dias antes a partir do território hondurenho, por um grupo de paramilitares apoiados pelos Estados Unidos.

Aduziu que os argumentos do inimigo não o encurralaram, mas sim os meios materiais de que eles dispõem. “É preferível minha renúncia, a vinte anos de tirania fascista e sangrenta sob o poder dos bandos que Castillo Armas trouxe”, disse.

Morreu em 27 de janeiro de 1971, durante seu exílio no México.

Síntese de sua atuação:

Fez parte do grupo de jovens oficiais que, em 1944, forçou a renúncia de Federico Ponce, sucessor do presidente Jorge Ubico (1931-1944). Pôs em marcha uma ambiciosa reforma agrária, (1952) inspirada na mexicana, com a qual pretendia dotar de terras os camponeses pobres. Com este propósito, expropriou as terras baldias, para serem repartidas entre os camponeses. Seu empenho com a Reforma Agrária era liqüidar a propriedade feudal e as relações de produção que a originam; desenvolver os métodos capitalistas de produção na agricultura e; assentar as bases da industrialização.

Levou adiante um programa de construção de estradas e ferrovias que rompia o monopólio que companhias filiais da norte-americana tinham neste setor. Construiu a Estrada ao Atlântico. Projetou a Hidroelétrica Jurúm-Marinalá para se soltar do monopólio elétrico em mãos dos gringos. Iniciou um processo de recuperação dos direitos dos povos pré-colombianos.

Fevereiro de 1954: Expropria as terras da United Fruit ao longo da linha da ferrovia e instaurou um modesto imposto sobre as exportações de banana, para financiar programas sociais.

Afetada a United Fruit pela reforma agrária arbencista, a CIA criou um inimigo na Guatemala: o comunismo internacional e a desculpa para derrubar o governo de Arbenz.

Até sua renúncia (junho de 1954), Arbenz assinou expropriações de meio milhão de hectares ociosos, o que significou que 500 mil camponeses foram beneficiados, outorgando-se a eles (para fomento do mercado interno) créditos de 18 milhões de dólares. O produto bruto, o consumo pessoal e a importação de maquinários (três itens em ascensão) demonstravam a eficácia do plano.

É derrubado por um Golpe de Estado financiado pela CIA em julho de 1954.

Durante o levantamento contra-revolucionário, Chê Guevara militou em apoio a Arbenz. Uma vez derrubado o patriota, Chê foi expulso da Guatemala acusado de ser “perigoso comunista argentino”.

Síntese de seu pensamento:

– Antiimperialista e nacionalista de esquerda.

– Buscou a independência econômica. Enfatizou que necessitaria do capital estrangeiro só na medida em que o mesmo se ajustasse às condições locais, permanecesse sempre subordinado às leis guatemaltecas, cooperasse com o desenvolvimento do país e se abstivesse de intervir em sua vida social e política.

– Defensor dos povos pré-colombianos que na época constituíam 70% da população guatemalteca e que estavam completamente excluídos da sociedade. Defendeu que fossem abolidas as formas de servidão, as prestações gratuitas e os repartimentos de indígenas.

– Sintetizou seu governo em três postulados: independência econômica da nação (diversificação da agricultura); transformação do país em uma nação capitalista autônoma (embora tenha sido catalogado de comunista pela CIA) e; elevação do nível de vida do povo.

Citações importantes:

Sobre a reforma agrária:

 “Os camponeses nos apóiam porque não são um apêndice, porque o Governo não é um instrumento de repressão a serviço dos inimigos da Guatemala… pelo programa de reforma agrária e porque pusemos os pingos nos ii da companhia fruteira, que trata de nos apertar o pescoço porque a reforma agrária é o primeiro passo para nossa independência política e econômica.”

Sobre a Pátria:

 “A Guatemala é da Guatemala e não de interesses estrangeiros. A pátria é nossa, e vocês e nós a defenderemos polegada por polegada.”

Transcendência histórica:

Exemplo de militar patriota unido às lutas de seu povo. De sua administração, podemos tomar como experiência futura, que é necessário romper com as estruturas econômicas vigentes que mantêm o poder das forças tradicionais e das companhias estrangeiras. Embora durante seu mandato estas forças tenham sido afetadas, não o foi a fonte de seu poder, e elas puderam organizar a contra-revolução.

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