AMÉRICA ÍNDIA E LATINA – SIMÓN BOLÍVAR (1783-1830)

Nasceu na cidade de Caracas, em 24 de julho de 1783, filho de uma família procedente da região da Vascônia (território hispano-francês denominado como Províncias Vascongadas, na Espanha, e Baixos Pirineus, na França), abastada e de prestígio e que pertencia à aristocracia dos espanhóis colonialistas. Teve vários mestres, sendo Simón Rodríguez (pedagogo e escritor venezuelano, 1771-1854) sua referência e orientador, que o acompanhou até sua morte. Este mestre foi quem o influenciou, começando pelos princípios da Revolução Francesa, a qual serviu como guia a Simón Bolívar. Foi desse princípio que nasceu a idéia de pensar e trabalhar pela libertação, a independência e a construção de uma América unida e soberana. Em 1810, Bolívar retorna da Europa à Venezuela e faz discurso em favor da independência americana ante a Sociedade Patriótica.

Sua batalha definitória começa quando, com um pequeno exército, que o Congreso de Tunja (Colômbia) lhe confiara, entrou vitorioso na Venezuela em 1813. O Congreso de Angustura o titula como Libertador. Em 1814, os espanhóis se refazem e tentam retomar o controle. Bolívar os rechaça na Batalha de Carabobo. Os espanhóis continuam renovando suas forças e voltam a novas tentativas e se destacam com sucesso em La Puerta. Bolívar vai para Nova Granada e daí para as Antilhas (Jamaica), onde escapa de uma tentativa de assassinato. É proclamado chefe supremo e volta à Venezuela, onde vence os espanhóis e convoca o Congreso de Angustura. Depois, em nova batalha, derrota os espanhóis na Batalha de Boyacá e entra em Santa Fé de Bogotá, na Colômbia. Em 17 de dezembro de 1819, fica constituída a República da Colômbia.

Em 1821, derrota de novo os espanhóis e liberta Carabobo. Incorpora-se Quito à República da Colômbia. Em 1822, realiza-se a reunião entre Bolívar e San Martí (libertador de origem argentina), em Guayaquil (Equador), onde se afirmam os princípios e objetivos comuns para a unidade latino-americana. San Martí retorna a Lima, ao Peru libertado, e abdica do mando. Um ano depois, Bolívar entra em Lima e o Congreso Peruano o proclama chefe supremo. Tempo depois, anuncia seu plano de formar uma grande confederação hispano-americana. A convenção de Chuquisaca decreta a criação da Bolívia, nome em reconhecimento a Bolívar, que é convertido em seu protetor perpétuo. Uma comissão venezuelana defendeu sua coroação. O grande estadista Bolívar não a aceitou, condenando a proposta. Houve uma nova tentativa de assassinato.

Bolívar conseguiu fugir. Em 1830, foi novamente nomeado presidente da Colômbia. O Libertador Bolívar não o aceita. Enquanto lutava fora da Venezuela, Bolívar é vítima de rivalidades  entre caudilhos que começavam a governar esse país. Vai à Colômbia e se retira a uma chácara de um amigo, perto da cidade de Santa Marta, onde recebe a notícia do assassinato de Sucre (militar e estadista de origem venezuelana, 1795-1830). Esse fato agravou o estado de saúde de Bolívar e apressou o seu fim. Sua morte aconteceu em 17 de dezembro de 1830, aos 47 anos de idade. Nos seus últimos tempos, viveu desiludido, pobre, longe de amigos. Sua amargura e frustração, por não ter conseguido ver a união e o nascimento de uma nova pátria americana se faz sentir numa de suas declarações: “Colombianos, meus últimos votos são pela felicidade da pátria. Se minha morte contribui para que se acabem as divisões e se consolide a união, eu descerei tranqüilo ao sepulcro.”

Simón Bolívar foi um dos maiores libertadores desta nossa América ainda colonizada, pobre, inculta e injusta. Foi um grande patriota, inspirador, grande legislador e homem virtuoso por suas façanhas militares e políticas em prol da libertação, contrário à escravatura e à exploração do homem. Sua visão e concepção ideológica e política foi grandiosa e destacada entre os grandes heróis da libertação e pela justiça na América Índia e Latina. Simón Bolívar não foi só um libertador, foi quem tentou, acima de tudo, construir uma América Índia e Latina unida, justa, soberana e solidária.

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