Conferência Mundial sobre Mudança Climática

O presidente Evo Morales, da Bolívia, propôs medida judicial contra a ONU, se este organismo “não ouvir as demandas dos povos e não respeitar o Protocolo de Kyoto”, na próxima reunião sobre mudança climática, que se dará em Cancun, México. “Se, na Reunião de Cúpula que acontecerá no México em dezembro deste ano, não ouvirem as demandas dos povos e não respeitarem o Protocolo de Kyoto, esta nova organização, nascida neste evento, na condição de uma aliança intercontinental, tomará medidas junto à Corte Internacional de Justiça, para que esses países respeitem seu compromisso”, afirmou Morales.

O presidente boliviano fez essas declarações, durante o encerramento da Primeira Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, no Estádio de Cochabamba, Félix Capriles. As Nações Unidas e demais organizações internacionais “têm a obrigação de ouvir os povos”, ressaltou o líder boliviano. “As Nações Unidas, se não querem perder autoridade, devem aplicar as resoluções desta Conferência Mundial sobre os direitos da Mãe Terra”. Advertiu que, se não o fizerem, os povos saberão o que fazer, com a sua sabedoria. Antes, o governante afirmou que os encontros de chefes de Estado e governos, ”por influência dos países desenvolvidos”, limitam-se a debater os efeitos, deixando de lado as causas da destruição da Mãe Terra”. Disse que na Reunião de Cúpula de Copenhague, Dinamarca, ”foram discutidas apenas as consequências da aplicação da lógica do capitalismo e não as causas da crise climática”, enquanto na Bolívia se discutiam temas sobre as causas estruturais da mudança climática, além dos direitos da Mãe Terra.

Morales aproveitou o momento e saudou os mais de 30 mil participantes pela “sua maturidade e responsabilidade” sobre o tema, porque ”isso não vamos aprender nas universidades, nos institutos, nos Estados Unidos e na Europa, mas sim com os povos indígenas, que todos os dias vivem em harmonia com a Mãe Terra”. Ressaltou ser “responsabilidade dos presidentes a construção de políticas pela vida”, adotando um novo paradigma planetário para salvar a humanidade.

Além de demonstrar-se surpreso pelo número enorme de participantes, Morales afirmou que a Conferência sobre os direitos da Mãe Terra é “um “fato histórico e inédito”. Disse “não ser fácil convocar milhares de pessoas para debaterem sobre os direitos da Mãe Terra”.

Falou sobre o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, que em ”1992 dizia que, ao invés do pagamento de dívida externa, deveria ser paga a dívida climática”. “Fidel já defendeu esta luta pelos direitos da Mãe Terra; queremos dizer que sua luta não foi em vão: damos continuidade a ela”, ressaltou Morales. Exortou países como a Colômbia e o Peru a deixarem de lado interesses pessoais, setoriais e egoísmos de grupos, — se pensam em nossos povos, na Mãe Terra — e unam-se a todos nós “para derrotar o capitalismo”.

Por último, destacou que com as resoluções das mesas de trabalho “estamos assumindo uma responsabilidade para salvar a humanidade”, e fez uma chamada a todos os participantes e delegações para que sigam apoiando esse tipo de iniciativa. Convidou os participantes a participarem do reflorestamento “de nossa terra”, com a plantação de 10 mil árvores em Cochabamba.

Comitê Bolivariano de São Paulo

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