Privatização da PEMEX, mais um elo na longa cadeia de injustiças no México

Diante dos brigadistas do Valle de Tulancingo, Hidalgo, Andrés Manuel López Obrador explicou que a intenção de privatizar a indústria petroleira representa um elo da cadeia de injustiças contra o povo do México e mencionou que o governo converteu-se num comitê a serviço de uns quantos, de uma minoria rapinante.

O presidente legítimo do México solicitou a todas as vozes que pedem a aprovação da chamada reforma energética que digam a Felipe Calderón para se pôr já a trabalhar, pois ele não fez nada desde que usurpou a Presidência da República.

Depois, perguntou: Quem está amordaçando Calderón? Quem o impede? Ninguém, afirmou, perante centenas de brigadistas do Movimento Nacional em Defesa do Petróleo.

Ao assegurar que “é pura mentira” que as principais reservas de petróleo, o chamado tesouro, encontram-se em águas profundas do Golfo do México, manifestou que a remoção do senador Santiago Creel da coordenação da fração do Partido Ação Nacional, responde à falta de apoio ao projeto privatizador de Calderón, e o legislador converteu-se em bode expiatório e cabe-lhe, agora, “pagar o pato” – como ocorre sempre na política tradicional.

Ao destacar que a equipe defensora do petróleo dá de 8 a 0 na equipe privatizadora, López Obrador referiu-se à destituição de Creel Miranda. “Para bem da verdade e, falando com objetividade, ele, Creel, não é o culpado, o culpado é o fantoche do Felipe Calderón, por querer impor uma política antipopular e entreguista”, sublinhou.

Enfatizou que Santiago Creel não pode defender o indefensável. Como se vai defender que se privatize o petróleo e que se viole a Constituição?”, perguntou.

Diante dos brigadistas do Valle de Tulancingo, Hidalgo e Huamantla, Tlaxcala, afirmou que nenhuma privatização trouxe algum benefício ao povo do México e citou como exemplo os casos: Altos Fornos do México, As Minas, a construtora DINA, os bancos e a empresa telefônica.

Acompanhado pelo presidente municipal de Tulancingo, Ricardo Bravo Delgadillo, explicou que a intenção de privatizar a indústria petroleira representa um elo na cadeia de injustiças contra o povo do México e mencionou que o governo converteu-se num comitê a serviço de uns quantos, de uma minoria rapinante.

Perante os integrantes dos Comitês em Defesa do Petróleo desse município, López Obrador informou que o México enfrenta uma crise econômica e de bem-estar social. A carestia de vida afeta a maior parte das famílias mexicanas. Desde os últimos 18 meses, não se tinha registrado um índice tão alto de inflação, como aquele, de 5 por cento, reportado em Maio último pelo Banco do México.

Desde que Felipe Calderón usurpou a Presidência, o preço do fertilizante duplicou, o quilograma de tortilla aumentou de 6 para 12 e até 14 pesos, e outros alimentos básicos, como o feijão, o arroz e o óleo comestível também sofreram altas, da mesma forma que as tarifas de gás doméstico, energia elétrica e a gasolina – acrescentou.

A administração calderonista preferiu escancarar as fronteiras para o livre trânsito de mercadorias, em lugar de apoiar o campo e conceder apoio aos produtores – manifestou, ao assegurar que, agora, “foi pior o remédio que a doença”.

Outro problema que a sociedade mexicana enfrenta é a onda de violência e de insegurança – assinalou – como demonstram as principais notícias dos diários de circulação nacional e local. Em um ano e meio, tem-se relato de 4 mil justiçamentos, quer dizer, oito assassinatos por dia.

Porém, esclareceu, Calderón quer enfrentar o problema com a receita de sempre: mão-de-ferro; dizendo que sua mão não treme; e declarando guerra contra o crime organizado.

Também ressaltou que, nos últimos 25 anos, cancelaram-se as oportunidades de emprego e de estudo para milhares de jovens, que – em vez de estarem nas aulas – preferem emigrar para o vizinho país do norte, em busca de melhores condições de vida.

 “A esta altura, dever-se-ia implantar uma política orientada para o emprego e para o estudo, com a concessão de bolsas para todos os estudantes que cursam a escola preparatória” – acrescentou.

Posteriormente, em Huamantla, esteve acompanhado por legisladores locais e federais da Frente Ampla Progressista, entre eles o senador do PRD, Alfonso Sánchez Anaya.

Advertiu aos brigadistas de Tlaxcala que o México sofrerá completo desastre, e será seu fim, se for permitida a privatização do petróleo. Sem petróleo, haverá uma maior dependência do exterior. O México deixará de ser um país livre, soberano, independente, e se converterá numa colônia com maior violência e insegurança.

Sem dar margem a dúvidas, enfatizou: “todos nós vamos sofrer as conseqüências”.

Ao afirmar que o petróleo é o melhor negócio do mundo, sustentou que há, sim, recursos públicos suficientes para impulsionarem a petroquímica e o refino do petróleo, só com a construção de três plantas em Tuxpan, Minatitlán (Veracruz) e Salina Cruz (Oaxaca).

Tanto em Tulancingo e Huamantla, quanto em San Martín Texmelucan, o presidente legítimo dos mexicanos informou que, no próximo dia 29 de Junho, realizar-se-á às 10 horas da manhã uma assembléia nacional do Movimento em Defesa do Petróleo, no Pedestal da Cidade do México. Perante os aproximadamente 200 mil brigadistas de todo o país, será apresentada a estratégia que guiará a consulta popular sobre a chamada reforma energética.

Adiantou, contudo, que a consulta cidadã poderia ser realizada uma ou duas semanas após o 27 de Julho, data em que ocorrerá o mesmo exercício cidadão no Distrito Federal.

Radio Amlo, México

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