Massacre em Gaza: colonialismo e fascismo

O colonialista nunca estipulou qualquer limite para as suas ações contra comunidades indígenas que apenas tinham como armas arco e flecha, nas suas lutas de resistência para evitar que fossem dominadas e escravizadas.

Também contra outros povos, da mesma forma, desarmados ou com armas rudimentares, todas as potências colonialistas de todos os tempos jamais deixaram de usar suas armas modernas: canhões, metralhadoras, fuzis, tanques, aviões de guerra.

Daí porque a sua violência contra os incas, os astecas, os maias, os guaranis e outros povos indígenas – por exemplo – sempre tenha assumido a forma de massacre, de extermínio, de eliminação de comunidades inteiras ou de todas elas.

Daí porque o colonialista que se fez presente na África, na Ásia, foi capaz de atrocidades de tamanha bestialidade, irracionalidade, e muita gente chega a ter dúvida de que isso tenha acontecido. O que significa que falta às pessoas não só o alcance da poesia mas também a percepção da monstruosidade.

Daí porque a Alemanha de Hitler, a Espanha de Franco, o Portugal de Salazar e a Itália de Mussolini foram capazes de terem como meta, em última instância, a própria redução quantitativa da espécie humana, para garantirem os interesses de uns poucos eleitos por eles – os monopólios privados, principalmente, os financeiros.

Daí porque os Estados Unidos acabaram por jogar bombas atômicas contra cidades desarmadas do Japão – alegando defender-se de um país que não possuía este tipo de arma – destruindo com este crime monstruoso milhares de vidas humanas.

Daí porque esta mesma potência neocolonialista e de governos nazi-fascistas foi capaz de destruir mais de 3 milhões de vidas humanas no Vietnã, onde, por sua iniciativa e dos seus títeres, ocorreram horrores como a destruição de vidas no próprio útero de grande quantidade de mulheres, além da extirpação de fígados de pessoas ainda com vida e o assassinato de 250 mil crianças – tudo isso, segundo dados do filósofo Bertrand Russel, no seu livro Crimes de Guerra no Vietnã. Numa guerra em que os EUA usaram armas de destruição em massa, como a bomba Napalm.

Coisas de nazi-fascistas; coisas de neocolonialistas.

Daí porque Bush e seus parceiros de neonazismo estão à frente da prática de tortura e de genocídio no mundo, sendo responsáveis pela morte de mais de um milhão de iraquianos, inclusive, de velhos, mulheres e crianças. O que o torna o maior terrorista de Estado dos últimos anos.

Daí porque potências lideradas pelos EUA invadem o Afeganistão e destroem milhares de vidas inocentes.

Enfim, para defenderem os grupos econômicos a serviço dos quais estão, nazi-fascistas e colonialistas se dispõem a tudo, até mesmo a ameaçarem a própria sobrevivência da humanidade, se isso for conveniente aos seus interesses.

Como um Estado, que, na verdade, pelo seu papel na geopolítica do Oriente Médio, é uma espécie de mais um estado norte-americano, também, em certa medida, em forma de grande base militar dos EUA, para agir contra movimentos antiimperialistas dos povos árabes, na defesa, principalmente de sua principal riqueza – o petróleo – Israel também se apega a uma política intervencionista de caráter nitidamente nazi-fascista e neocolonialista. Isso explica porque vem tornando-se aos poucos um dos campeões de massacres. O que se dá num crescendo, como vem ocorrendo em Gaza, onde aniquila vidas de velhos, de mulheres, de jovens, de crianças, como se estivesse agindo num matadouro de animais. Como os diversos colonialistas, ataca um povo praticamente desarmado, certamente, impulsionado por uma ideologia racista, de “gente superior” contra “gente inferior”. Sem dúvida, levado por uma ideologia, segundo a qual, só merecem a vida os eleitos pela natureza ou por uma força sobrenatural. Coisa de todo nazi-fascista; coisa de todo colonialista ao longo dos tempos.

Um desrespeito, sobretudo, ao próprio povo judeu, que, vítima da Alemanha nazista, vê-se, agora, diante de um governo, ou grupo que, se não estivesse a serviço de uma geopolítica de dominação, estaria em posição de ataque a qualquer componente ideológico inerente a um tipo de Estado de que 6 milhões de judeus foram vítimas.

Felizmente, cresce no seio da comunidade judaica a consciência de que o sionismo é o fascismo do setor que está à frente do Estado de Israel. Nada tendo a ver com o judaísmo. Não é por acaso que boa parte do povo israelense se manifesta constantemente em oposição à política genocida de Holmert e seu grupo contra o povo palestino. O que contribui para que gente de todo o mundo não confunda os propósitos de um governo disposto a tudo para levar adiante suas políticas nazi-fascistas com o sentimento de busca de paz e justiça do povo de Israel, ainda que alvo da manipulação da mídia mobilizada para servir a interesses que lhe são contrários.

Alberto Souza

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